Guaíba confirmou nesta sexta-feira (18) o primeiro caso positivo da doença Monkeypox, conhecida como a "varíola dos macacos". O paciente está estável e não precisou de internação hospitalar, segue em isolamento domiciliar até o desaparecimento total das lesões, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.
O surto da doença continua a representar uma emergência de saúde global. O Brasil soma quase 10 mil casos positivos, a maioria nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, e 12 pessoas morreram pelas complicações até o momento. O Rio Grande do Sul tem 284 casos confirmados e 188 considerados suspeitos.
A monkeypox é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada em 1980 com o auxílio da vacinação. O quadro endêmico no continente africano se deve a duas cepas distintas.
A principal forma de transmissão ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele. O contágio por contato próximo pode ocorrer, principalmente, por relação sexual, beijo, abraço e contato com a pele lesionada, ou com fluidos corporais, como pus, sangue e saliva da pessoa doente.
O contato com objetos contaminados, tais como toalhas, roupas de cama, talheres, pratos e outros utensílios que foram manuseados pela pessoa infectada, também oferecem risco de transmissão. Dessa maneira, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos ficam mais expostos ao risco de infecção.
Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam, como a erupção cutânea (feridas na pele), febre, dores no corpo e na cabeça, ínguas, calafrios e fraqueza. O período de transmissão ocorre até que as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme.
A doença não tem na maioria dos casos consequências graves. No entanto, o caminho é o esclarecimento e a prevenção.
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