Repórter Guaibense

Domingo, 15 de Fevereiro de 2026

Notícias/Geral

Guaíba possui 201 calçadas sem acessibilidade, aponta levantamento do vereador Tiago Green

O problema foi identificado em diversos bairros da cidade, com a maior concentração no Bom Fim e Centro

Guaíba possui 201 calçadas sem acessibilidade, aponta levantamento do vereador Tiago Green
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Guaíba possui 201 calçadas sem acessibilidade, que necessitam de rebaixamento de meio-fio e outras adequações, conforme levantamento realizado pelo vereador Tiago Green (Cidadania).

O problema foi identificado em diversos bairros da cidade, com a maior concentração no Bom Fim (38), seguido pelo Centro (23), Passo Fundo (20) e Parque Guaíba (17). Moradas da Colina apresenta 17 calçadas irregulares, Jardim dos Lagos possui 15, Columbia City conta com 13 e o Loteamento do Engenho, 11.

O estudo durou uma semana, em novembro do ano passado, avaliando faixas de segurança que não possuíam rebaixamento de meio-fio. O relatório, que identificou os problemas em cada bairro, foi entregue à prefeita em exercício Claudinha Jardim na sexta-feira (23).

Leia Também:

 

Veja o gráfico de número de calçadas sem acessibilidade por bairro:

 

"Descobrimos que não existem rebaixamentos de meio-fio em frente a escolas, pontos turísticos e diversos outros locais da cidade. Por exemplo, não há acessibilidade em frente ao Matadouro São Geraldo, onde se localiza o Avião Alegre. Se alguém atravessar, vai bater numa pedra que está no meio da calçada", disse Green.

O documento ainda aponta que não há acessibilidade em frente à Casa Gomes Jardim, ao Cipreste, à Casa do Gaúcho, à Biblioteca Pública, à Câmara de Vereadores e à sede da Brigada Militar, além de dois bairros recentemente inaugurados.

Para Green, a acessibilidade não deve se limitar apenas aos cadeirantes. É necessário garantir mobilidade e conforto para os idosos, mães com carrinhos de bebê — que muitas vezes carregam crianças, mochilas ou compras — e qualquer pessoa que utilize carrinhos de mercado ou bagagens, permitindo que todos se desloquem com facilidade. "Nós temos que trabalhar para que cada vez mais tenhamos acessibilidade para todos. Estamos completando 100 anos e ainda não temos o mínimo de acessibilidade", afirmou.

Em contato com a reportagem, Claudinha Jardim disse que a prefeitura já possui um projeto de inclusão e acessibilidade em andamento e que o trabalho do vereador contribuirá para a construção dessa política pública.

Comentários:

Veja também