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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Guaíba sedia o 1º Seminário Regional de Políticas Públicas para Mulheres

Evento foi organizado pelo gabinete da vice-prefeita Claudinha Jardim

Guaíba sedia o 1º Seminário Regional de Políticas Públicas para Mulheres
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Guaíba sediou nesta quarta-feira (6) o 1º Seminário Regional de Políticas Públicas para Mulheres, no plenário da Câmara de Vereadores. Organizado pelo gabinete da vice-prefeita Claudinha Jardim (PL), o evento contou com diversas palestras de representantes de municípios das regiões Costa Doce e Carbonífera.

A programação contou com palestras sobre o papel do conselho municipal de direito das mulheres, fortalecimento de políticas públicas, patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, inclusão de travestis e transsexuais, prevenção e diagnóstico do colo do útero e o serviço da Casa da Mulher de Barra do Ribeiro.

O tenente-coronel Maurício Flores, comandante do 31º Batalhão de Polícia Militar (BPM), apresentou o trabalho da Brigada Militar nas atividades de prevenção a violência contra mulher na cidade. Entre março e junho deste ano, a ação Defenda a Mulher, de levar informações sobre a violência doméstica casa em casa, alcançou aproximadamente 10 mil pessoas de sete bairros: São Jorge, Nova Guaíba, Santa Rita, São Francisco, Moradas da Colina, Pedras Brancas e vila Ipê.

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Ao total foram atendidas 77 ocorrências de violência doméstica pela Brigada neste período, que representa uma redução de 45% no atendimento das ocorrências desta natureza.

A Patrulha Maria da Penha possui atualmente 217 medidas protetivas, sendo que a cidade registrou 54 ocorrências com o Ministério Público somente no período de fevereiro a maio deste ano. A maioria de violências físicas, psicológicas, morais  e sexuais. 18 resultaram na prisão do agressor no momento do atendimento.

"Houve um acréscimo de medidas protetivas e redução atendimento, porque começaram a acreditar nesta rede de proteção [da Brigada Militar, Prefeitura, Ministério Público, Procuradoria da Mulher da Câmara e as LPS]. Essas pessoas que sofrem agressões nas suas residências começaram a então denunciar, então elas iniciaram a acreditar neste trabalho que estamos realizando", expressou o comandante.

A coordenadora da ONG Igualdade Guaíba, Pitty Barbosa, abordou sobre a inclusão sociais de todos os gêneros femininos, como as travestis e transsexuais. "Não é fácil uma travesti está com microfone dentro de uma Câmara de Vereadores, juntamente com Brigada Militar e gestão, porque normalmente ela é olhada de maneira diferente das outras. Ela nunca é olhada como mulher, mas sim como homem que se veste de mulher. Sou mãe de um menino de 22 anos, avó de uma menina de dois meses, crio um filho adotivo que um heterossexual colocou no mundo e a travesti criou", disse.

Ela ainda destacou ações para a inclusão social do gênero feminino, como respeito ao nome social das mulheres travestis e transsexuais, divulgação de oportunidades educacionais e empregatícios para mulheres, equidade salarial e a não descriminação das mulheres diagnosticadas com HIV.

 

Pitty Barbosa é coordenadora da ONG Igualdade Guaíba há 15 anos
Pitty Barbosa é coordenadora da ONG Igualdade Guaíba há 15 anos

 

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