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Sexta-feira, 08 de Maio de 2026

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Morte do roqueiro César Barcellos, o tio César, deixa cena musical de Guaíba em luto

Ele morreu em decorrência da covid-19 aos 70 anos

Morte do roqueiro César Barcellos, o tio César, deixa cena musical de Guaíba em luto
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O roqueiro César Tadeu Barcelos morreu neste domingo (13), aos 70 anos, em decorrência da covid-19. O "tio César" era conhecido em Guaíba devido sua carreira musical, a sua dedicação pelo rock e sendo o dono do estúdio de música para gravações e ensaios de milhares de bandas da cidade em sua residência na Rua Marcos de Andrade, no Centro.

Ele escreveu o livro "O nosso Rock" que serviu como uma espécie de registro de todas as bandas de rock da cidade até o ano da publicação, em 2010, com apresentação da história do estilo musical na cidade e a valorização dos roqueiros como artistas.

"A cena musical de Guaíba está de luto. Esse eterno trepidante sempre lutou para divulgar e ajudar os música locais. Afinal, quem nunca ensaiou ou trocou uma ideia divertida com ele no seu estúdio? Fará muita falta e nos deixou órfãos", publicou o ex-integrante da banda College, Rodrigo Ussenco, nas redes sociais.

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Nascido em Guaporé, César morou em diversas cidades gaúchas em razão da profissão do seu pai e mudou-se de Getúlio Vargas para Guaíba em 1966, onde fixou residência desde então. Se formou em Administração de Empresas (1976) e professor de Nível Profissionalizante (1977) pela Faculdade São Judas Tadeu. Ingressou no Banrisul em 1968, onde exerceu diversos cargos de acordo com a sua formação técnica, se especializando em Organização e Método e Auditoria de Sistemas Automatizados de Informação, até se aposentar no ano de 1998. 

 

Primeira foto da banda Os Trepidantes, em 1967
Primeira foto da banda Os Trepidantes, em 1967

 

Começou a sua vida como roqueiro já no início dos anos 60, antes de ser bancário, tendo sido um dos criadores do conjunto Os Trepidantes (1967), com Jorge Trini, Adro Almeida e Ricardo Scricco, e se dedicado inteiramente ao rock e à beatlemania até 1973. 

Ele era casado com Rosa Marília Barcellos desde 1973 e voltou a se dedicar ao rock no ano de 1989 com o surgimento da banda Falsos Messias, criada por seu filho Anderson, então com 15 anos, e, posteriormente, com a reativação da banda Os Trepidantes em 1996. Durante muitos anos organizou o Festival Criança Rock Feliz com a intenção de arrecadar brinquedos para as crianças no Natal e Dia das Crianças e outros eventos sempre com intenção de incentivar os músicos e arrecadar donativos para os que mais precisam.

Para o amigo da família Vinicius Kraskin, era uma figura icônica da nossa cidade e também um grande ser humano.

- Perde Guaíba, perde a cultura, perde a cena rock e com certeza vai ficar uma saudade imensa dessa figura querida que nos deixa. Meu fraterno abraço a família que sempre me acolheu como um filho. Sua memória merece ser lembrada e já tenho notícias que os músicos da cidade já estão organizando uma bela homenagem - diz ele, planejador gráfico do livro O Nosso Rock.

 

Barcellos publicou o livro, em 2010, que serviu como uma espécie de registro de todas as bandas de rock da cidade

 

"Perde Guaíba, perde a cultura, perde a cena rock e com certeza vai ficar uma saudade imensa dessa figura querida que nos deixa"

Vinicius Kraskin, amigo da família e planejador gráfico do livro O Nosso Rock.

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