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Terça-feira, 03 de Novembro 2026
Saúde

Mortes por covid-19 cresceram 70% na região de Guaíba; RS continua em bandeira preta

Em uma de semana, teve aumento de 20 para 34 óbitos

Mortes por covid-19 cresceram 70% na região de Guaíba; RS continua em bandeira preta
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O Rio Grande do Sul confirmou todas regiões em bandeira preta na 45ª rodada Distanciamento Controlado, pela terceira semana consecutiva. O estado registra esgotamento da capacidade hospitalar. A região de Guaíba, que abrange 19 cidades da Costa Doce e Carbonífera, teve aumento de 70% no número de óbitos por decorrência do covid-19 em uma de semana, passando de 20 para 34.

O número de novos registros de hospitalizações, nos últimos 7 dias, comparado com a semana anterior, apresentou um aumento de 36,4%, de 55 para 75. A quantidade de novos casos da doença também teve aumento expressivo, de 49.1%, passando de 994 para 1482.

Na 43ª rodada (divulgada em 26/2), o Estado tinha 229 leitos livres para atender covid. Na semana passada (44ª rodada, dia 5/3), esse número passou a ser negativo, com déficit de 25 leitos. Agora, apresenta falta de 213 leitos de UTI.

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“Para se ter uma ideia, há 30 dias, tínhamos 800 pessoas em leitos de UTI confirmadas com Covid. Passamos para 2,4 mil pessoas em 30 dias. Se esse ritmo continuasse, teríamos de triplicar o número de leitos, o que é inviável. Esse é o tamanho do nosso drama”, afirmou o governador Eduardo Leite.

Mesmo tendo ampliado em 137% a capacidade hospitalar desde o início da pandemia, Leite reafirmou que o Estado segue fazendo todo o esforço possível para seguir expandindo os leitos de UTI. Há, ainda, previsão de abertura de mais 183 unidades nos próximos 10 dias.

“Não há país no mundo que tenha conseguido superar o coronavírus, ou pelo menos conviver com o vírus, apenas com aumento de leitos, porque a solução efetiva é a vacina. Como ainda estamos com dificuldade a nível nacional de imunizar massivamente e de forma rápida a população, a situação nos demanda habilidade para melhorar a convivência, buscando equilíbrio entre economia e saúde. Sempre tendo claro que saúde e a vida precisam vir acima de qualquer outra coisa, especialmente em um momento crítico como esse que estamos vivendo”, destacou Leite.

 

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