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Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

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Mostra cultural do colégio Augusto Meyer homenageia o professor e escritor Renato Isquierdo

Alunos também apresentaram as peças "Bailei na Curva" e "Como água para chocolate"

Mostra cultural do colégio Augusto Meyer homenageia o professor e escritor Renato Isquierdo
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O colégio estadual Augusto Meyer realizou a Mostra Cultural e Semana Literária, entre os dias 21 e 25 de agosto. Estudantes do ensino médio apresentaram peças de teatro para mais de 1 mil colegas dos turnos da manhã, tarde e noite.

As turmas 206 e 207 homenagearam o escritor, poeta e professor de literatura e língua portuguesa Renato Isquierdo, que faleceu em março de 2021 por decorrência da covid-19. A peça contou a história da obra infantil "O Velho e a Bola", poemas escritos no livro "As aves solidárias da poesia" e demais que o escritor escreveu em inúmeras antologias poéticas, como "Saudade" e "A morte do poeta" (leia abaixo).

O roteirista é o estudante Efraim Paiva, natural do Espírito Santo. "Eu vim para o Rio Grande do Sul e sempre ouvi bastante sobre quem era Renato Isquierdo. Ele era um grande professor e, em 2021, soube da triste notícia do seu falecimento. E partir daí fui buscando saber mais sobre Isquierdo, conversei com pessoas que o conheciam, e cada vez mais fui me orgulhando em saber quem era Renato Isquierdo. Então tive a grande honra de escrever o roteiro do livro O Velho e a Bola, tentando o máximo honrar a literatura dele. No final houve uma pequena mudança, mas continuando com a mesma proposta do velho continuar com seus sonhos, não deixando seus sonhos o morrer", afirma.

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Conforme o diretor Lugon Levandowski, foi muito difícil o luto dentro da escola devido a morte precoce do professor. "Nós professores e comunidade não conseguimos naquela época falar sobre, não conseguimos entender o que tinha acontecido. Quero dizer que Renato vive na nossa memória, na nossa literatura, na sua esposa Josiane e a querida filha Manuela. O Renato por onde passou deixou marcas, e essa marcas estão profundamente na nossa instituição", disse.

Os demais alunos apresentaram "Bailei na Curva", uma das peças de maior sucesso do teatro gaúcho; "Como água para chocolate", drama romântico mexicano produzido e realizado em 1993 por Alfonso Arau; "O Tempo e o Vento", série literária de romances históricos do escritor brasileiro Erico Verissimo; e "O Cortiço", um romance naturalista do brasileiro Aluísio Azevedo publicado em 1890 que denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores das estalagens ou dos cortiços cariocas do final do século XIX e posto a denunciar o capitalismo selvagem. A maioria são obras obrigatórias na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

 

A Morte do Poeta

Não! Está enganado quem diz que um poeta morre.
Um poeta não morre,
Um poeta vive!
Viverá para sempre
Nas palavras de amor que cantou,
Nas ilusões que ingenuamente acreditou.
Um poeta carrega uma estrela dentro de si.
Ali estão todos os sentimentos que sentiu,
Toda a felicidade, tão grande no coração
De um poeta.
Não, um poeta não morre!
Um poeta voa...
Voa para o céu
Como um pássaro solto no mundo,
Talvez toda a liberdade ainda seja pequena
Na alma do poeta.
Um poeta é aquela linda estrela
Pintada no céu.
É o amante que canta suas dores para a lua.
Se veste de tristezas como a noite,
Mas brilha forte no início do dia.
Um poeta é sol... é intenso... é vida!
Um poeta jamais morrerá!
Será eterno em tudo que sentiu, em tudo que viveu.
E haverá qualquer mistério na vida de um poeta
Como um belo fim de tarde,
Como um sol que nunca se pôs.
Um poeta viverá
Mesmo quando a máquina das horas enferrujar,
Quando as folhas secarem em um lindo dia de outono.
O poeta viverá na própria poesia que deixou.
Das páginas amareladas da história, a sua voz virá 
Para lembrar os homens de que vale a pena viver.
Um poeta será um amor sem fim, 
Como uma flor que, embora vencida pela tempestade,
Ainda exala seu perfume pelo jardim.

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