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Domingo, 21 de Junho de 2026

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Poluição do arroio Passo Fundo é tema de aula na escola Izaura Ibanez Paiva, na São Jorge

Arroio está abandonado há mais de 20 anos com altas queixas sobre sua poluição

Poluição do arroio Passo Fundo é tema de aula na escola Izaura Ibanez Paiva, na São Jorge
Divulgação
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Estudantes da escola Izaura Ibanez Paiva tiveram uma aula nesta quarta-feira (6) sobre a poluição do arroio Passo Fundo que afeta moradores da vila São Jorge há mais de 20 anos.

O líder comunitário Alisson de Jesus levou a pauta para as crianças e adolescentes do 1º ao 5º ano para conscientiza-los do problema ambiental que consta na comunidade da zona sul de Guaíba. Ele também abordou formas em que eles possam colaborar para que não tenha mais poluição com objetos que são diariamente descartados de forma irregular nas águas do arroio.

"Pude mostrar a eles e dizer sobre a poluição causada pelo desgoverno que cria asfaltos e a rede de esgoto ligada diretamente aos nossos rios e riachos e, também, sobre o descarte de garrafas, plásticos, lixos domésticos e de como seria importante eles ajudarem em casa a fazer a separação dos resíduos em seus lixos", diz ele.

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O Arroio Passo Fundo está abandonado há duas décadas com altas queixas sobre sua poluição. A prefeitura criou um grupo de trabalho no ano passado para apresentar um diagnóstico aprofundado com as evidências sobre causas poluidoras do arroio, como, também, a apresentação de um plano de ação de curto, médio e longo prazo para encontrar soluções concretas à comunidade para enfrentamento e resolução desta questão.

Também no ano passado, a Câmara de Vereadores de Guaíba aprovou o projeto de lei voltado para principalmente em buscar o comprimento das leis ambientais sobre a sub-bacia do Lago Guaíba.

"Se fizeram levantamento, a comunidade da São Jorge e Primavera é que mais faz tratamento contra o câncer, inclusive minha mãe. Pessoas que eu amo estão lá adoecendo com isto e não é de hoje, são 20 anos que estamos brigando por isto. Quero nossa dignidade por que estamos vivendo sem dignidade no bairro São Jorge e Primavera", acrescenta Jesus.

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