"O Território de Orixás e seus tesouros imateriais" é tema de um Role Playing Game (RPG), termo em inglês usado para se referir a um jogo de interpretação de papéis. Baseado em fatos reais, jogadores fazem parte diretamente do jogo ajudando a criar suas histórias e aventuras vividas na Praia de Alegria, zona sul de Guaíba. Ou seja, quem manda é a imaginação.
A história começa em uma rádio comunitária na praia da Alegria, lugar recém revitalizado pela indústria CMPC e onde fica Pedra de Xangô e Gruta de Oxum, símbolos das religiões de matrizes africanas e considerados patrimônios históricos e culturais de Guaíba.
O principal objetivo é que esse material seja distribuído e praticado à educação patrimonial, que seja usado como ferramenta pedagógica em escolas da cidade.
O projeto, lançado nesta terça-feira (27), foi concebido para salvaguarda do patrimônio cultural afro gaúcho, que tornou-se objeto do trabalho de 12 anos da Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá (ASSOBECATY) e financiado pela Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas/Fundação Marcopolo - Lei Aldir Blanc.
O jogador e mestre em Antropologia Marcello Muscari, de 33 anos, conta o quanto o RPG é educativo e em moldes tão diferentes, independente de cenários e narradores.
- Se você joga um RPG completamente ficcional, com o trabalho de idade média ou algum outro mundo que não exista, você mesmo nesse tipo de canário aprende alguma coisa. E é grande o envolvimento de um jogo de RPG pode estimular crianças e adolescentes há desenvolverem capacidades de imaginação, narrativa e conhecimento da história local. É muito legal.
O segundo dia de atividades está programado para o dia 12 de agosto com uma reunião de debates institucionais sobre a relevância do edital e do produto entregue e no dia 19, às 17h, acontece a oficina de prática ao jogo pela plataforma online GoogleMeet. Interessados podem entrar em contato pelo telefone (51) 98494 5770, com Mãe Carmen de Oxalá.
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