Professores das escolas municipais protestaram na manhã desta segunda-feira (27) em frente da prefeitura de Guaíba, no Centro. Em reivindicação do reajuste de 14,9% do piso nacional do magistério de 2023 e o índice de aproximadamente 30% do ano passado, além do vale alimentação de R$ 1.200,00, a categoria entra em "greve parcial" a partir de quarta-feira (1º).
Sendo terceiro dia de aula depois das férias escolares, com paralisação geral em todas as instituições das rede municipal, a manifestação iniciou por volta das nove horas da manhã. Manifestantes carregavam cartazes reivindicando o pagamento do piso, a valorização dos profissionais da educação, além de tocarem apitos e instrumentos musicais.
A equipe diretiva de Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba (SPMG) foi recebida em reunião com o prefeito Marcelo Maranata, a vice-prefeita Cláudia Jardim e demais autoridades do município. Segundo a presidente Rosangela Heim, Maranata marcou uma nova reunião para 10 de março, às 14 horas, para dar a proposta definitiva do governo.
"Nós conversamos com o prefeito e colocamos à ele que a nossa categoria estava muito insatisfeita de ele não ter nos recebido durante todo o mês de janeiro e nesse mês de fevereiro", disse.

O movimento dos professores continuou na tarde desta segunda-feira na assembleia geral da categoria, na sede do SindiGuaíba, no Parque 35, onde decidiram terminarem às aulas em meio turno até dia 10 e protestarem novamente na frente da prefeitura. A partir de quarta-feira (1º), as aulas do turno da manhã terminarão às dez horas e pela tarde às quinze horas. Outra paralisação está marcada para o dia 10, data da resposta definitiva do governo.
"Queremos nosso piso, do que é de direito da nossa categoria, e mais uma vez reforçamos que nosso plano de carreira não se mexe", destacou Rosângela.

Em recente entrevista para o Repórter Guaibense, Maranata afirmou que a negociação com sindicato deve acontecer de forma tranquila e que não tem ninguém que não receba o piso.
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