Em protesto na frente da prefeitura de Guaíba na tarde desta sexta-feira (10), professores da rede municipal rejeitaram a proposta de reajuste salarial e vale-alimentação de 5,6% e anunciaram greve geral a partir da próxima quarta-feira (dia 15).
A categoria recebeu a proposta em reunião do Sindicatos do Professores Municipais de Guaíba (SPMG) e representante do governo municipal. Em assembleia, os professores aprovaram a contraproposta de reajuste de 14,95% do piso nacional, com os retroativos de janeiro e fevereiro, e R$ 300,00 no vale-alimentação.
"Hoje foi mais um dia de luta, nesses três dias mobilizamos a categoria e mostrando para a comunidade o nosso descontentamento com a defasagem do nosso salário atual, que desde 2020 não recebemos o piso conforme a lei do piso nacional e o plano de carreira do município de Guaíba", avalia a presidente Rosângela Heim.
Os professores criaram uma comissão de greve, que junto com sindicato deve avaliar os próximos movimentos e atividades para mostrar a comunidade que a categoria está pedindo somente o que é de direito. "Esperamos que o prefeito repense e nos entregue uma proposta justa, que a categoria aceite. Essa proposta é vergonhosa, é a única palavra que define, porque 5,6% não representa nem a metade da lei do piso. Chega ser vergonhoso, sinceramente", complementou Rosângela.

O chefe de gabinete do prefeito, Fernando Becker, explica que a proposta é a reposição inflacionária dos últimos 12 meses, sendo que a data base para começar a discusão de reajuste, reposição ou aumento salarial é o mês de março. Segundo ele, o acordo é que o SMPG levasse para a assembleia geral essa proposta do governo, já sabedores que a proposta original (de 44,45%) não tem como alcançar, porque já estouraria o limite prudencial.
O governo calcula que caso fosse atendido a proposta original haveria o gasto de R$ 35 milhões ao ano, somente para atender o salários dos professores, sem contar que chagaria a 57% do limite prudencial. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que o município não pode ultrapassar 51,3% da receita corrente líquida com a despesa de pessoal.
"As negociações iniciaram hoje, eles trouxeram uma proposta, nós fizemos a proposta do governo, vão agora trazer as contrapropostas das suas categorias e vamos avaliar para tentar equacionar da melhor maneira possível. Que não fique prejudicial às contas públicas, mas que a gente possa tentar alcançar as expectativas de qualquer servidor. As negociações estão abertas, nada está definido", afirma Becker.
Ele também salienta que nenhum professor recebe a menos que o piso salarial, cerca de 20 recebem o menor valor de salário que pode ser pago dentro da categoria, e os demais todos estão à cima do piso. Que o Ministério da Educação definiu o reajuste de quase 15% para professores que trabalham 40 horas semanais, ao contrário dos professores da rede municipal que têm contrato de 20 horas.
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