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Sexta-feira, 23 de Outubro 2026
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Temporal destruiu estrutura dos CTGs Caudilho Guaibense e República Rio-Grandense

"Estamos num misto de impotência e frustação, mas veemente vamos conseguir reerguer", diz patroa do CTG

Temporal destruiu estrutura dos CTGs Caudilho Guaibense e República Rio-Grandense
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O forte vendaval na tarde desta segunda-feira (18) resultou na demolição de dois Centros Tradições Gaúchas na Cohab e na Santa Rita. O Caudilho Guaibense e o República Rio-Grandense, de mais de 30 anos de cultura gaúcha, foram totalmente demolidos pelo vento de mais de 100 km/h que atingiu toda zona norte de Guaíba.

"Estamos num misto de impotência e frustação, mas veemente vamos conseguir reerguer. O República é casa do tio querido, que tem a história de ser um local muito acolhedor independente de sistema cultural, e é um lugar que quero que minha debute. Enquanto republicana que sou, independente do cargo que tenha, vou fazer de tudo para levantar de novo nosso galpão", diz a patroa do República Rio-Grandense, Ana Paula Gonçalves.

Ela conta que a estrutura física da entidade tradicionalista estava com problemas e que uma parte já havia sido tombada  antes mesmo desta tempestade. 

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"Devidos os festejos farroupilhas no último ano conseguimos reerguer essa estrutura, mas já estávamos trabalhando para reestruturar nossa sede de mais de 30 anos. O que não passou pela nossa cabeça esse tombamento total, na chuva de ontem caiu total", lamenta. 

 

 

Segundo ela, a patronagem ainda está pensando como reerguer essa história de mais de três décadas com apoio da comunidade local, além do poder público.

O ex-patrão do CTG Caudilho Guaibense, Jairo Boneberguer, expressa o sentimento de tristeza depois da demolição dos telhados e paredes da entidade. A diretoria está entrando dentro da sede para conseguir retirar os materiais que sobraram porque o galpão ainda corre risco de desabamento. "Vamos fazer uma reunião da próxima semana para reestruturar nossa entidade. O Caudilho é forte, ser Caudilho é brigar muito, renascer das cinzas e continuar trabalhando em favor do tradicionalismo", diz.

 

"Enquanto republicana que sou, independente do cargo que tenha, vou fazer de tudo para levantar de novo nosso galpão"

Patroa do República Rio-Grandense, Ana Paula Gonçalves

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