Repórter Guaibense

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026

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A teoria dos Jogos sobre o comportamento humano

Lealdade, Ética e Transparência

A teoria dos Jogos sobre o comportamento humano
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Caros leitores, como estão? Estimo que estejam bem e que os primeiros oito meses deste ano tenham novamente colocado nos “trilhos” o “trem” da vida de cada um de vocês. O assunto desta coluna é uma reflexão sobre atos, ações e impactos em nosso dia a dia, sejam eles no âmbito profissional ou pessoal.

Iniciamos falando sobre a teoria dos jogos, um termo muito utilizado para definir atos e ações e que tem como conceito, a base de comportamentos humanos que envolvem correr atrás do sucesso e interações estratégicas para atingir os resultados esperados.

Porém, é preciso ter cuidado para que essas ações não venham a ultrapassar o limite da ética, dos bons costumes e da legalidade. As situações para que isso ocorra podem ser, desde uma competição de entrega de tarefas, como um esporte ou uma corrida, até a apresentação de um plano para solicitar à diretoria de uma determinada empresa a mudança de um setor inteiro baseado em estratégias de gerenciamento da rotina, por exemplo.

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Quando as pessoas têm medo de perder algo valioso, elas podem acabar deixando de lado o pensamento racional para agir de forma mais impulsiva e baseada em emoções, geralmente, naquele medo de perder. Por isso repito a frase anteriormente citada, o cuidado com a ética, legalidade, lealdade e os bons costumes, devem sempre ser observados antes da tomada de decisão.

Qualquer decisão ruim, pouco avaliada, pode comprometer o objetivo principal e em vez de se tornar solução, pode gerar um problema ainda maior do que anteriormente se tinha! E isso não é sobre perder ou ganhar, mas sim de se desviar do objetivo, que consequentemente, pode se tornar um desvio de caráter.

Na maioria das vezes, pessoas com personalidade propensa a limitação de se autopromoverem a qualquer custo, sacrificam o coletivo e na maioria das vezes tem carreiras curtas. Porém, quem busca crescimento através do coletivo, atinge resultáveis sustentáveis e alicerçam suas promoções de maneira sólida, liderando pelo exemplo e formando sucessores.

A teoria dos jogos é sobre, também, encontrar aliados e mentores a partir do um padrão ético, sincero, transparente e dentro da legalidade. Nunca se esquecendo de que tudo isso demanda algumas doses de autoconhecimento e inteligência emocional. Ainda por este caminho, é imperioso que se vale sobre lealdade, pois na aplicabilidade da teoria dos jogos, devemos buscar sempre ações baseadas na verdade, transparência e ética.

Lealdade significa ser leal, ser verdadeiro consigo mesmo. Fidelidade é ser leal, ser verdadeiro com as pessoas que nos relacionamos. A fidelidade pode ser justificada: “eu ganho pouco”, “vou cuidar da minha vida”, “todo mundo faz isso”, etc. A lealdade não pode ser justificada.  E quando perdemos a Liberdade de poder olhar “olho no olho” sem nada a temer, sem nada a esconder, temos a certeza de que por mais caro que se venda a lealdade, no fundo, nos tornamos escravos, uma mercadoria que pode ser transacionada, nos tornamos escravos de nós mesmos, perdemos nossa liberdade, maculando nosso caráter que consequentemente não justificará qualquer resultado ou objetivo alcançado nestas condições.

A Teoria dos Jogos sustenta o pressuposto da análise de situações passíveis da relação entre os agentes, no qual as decisões de um indivíduo podem afetar as decisões dos demais “jogadores”, funcionários ou quem sabe o corpo diretor inteiro. Trata-se de um estudo sobre o comportamento humano, equacionando os conflitos com visão estratégica, fugindo do que propõe a Teoria da Concorrência Perfeita, que descreve um mercado em que nenhum participante tem força suficiente para definir o preço de determinado bem com as mesmas características.

Tanto no direito quanto em nossas relações pessoais ou profissionais, é possível utilizar a teoria dos jogos, porém, se a utilizarmos de má-fé, a nossa missão, a razão de estarmos neste mundo, acaba-se perdendo o sentido do que se busca. Este mundo é o mundo de ajuda mútua e claro, em muitas vezes de reconhecimento individual e não tem nada de errado nisto.

Precisamos ser úteis, necessários às pessoas, às nossas organizações, aos meios sociais onde vivemos, fazendo a verdadeira diferença ao MUNDO que vivemos. Isso significa que se fizermos qualquer coisa diferente, que não busque o bem coletivo, realizando somente ações de ganhos individuais, prejudicando outras pessoas, o nosso propósito de vida não está correto.

Creio eu, na minha modesta opinião e reflexão apresentada, que esta é a lealdade que tanto buscamos e que precisamos ter conosco e com os outros para, somente assim, buscar resultados realmente positivos! O estudo das tomadas de decisões entre indivíduos, quando o resultado de cada um depende das decisões dos outros é uma importante ferramenta, numa interdependência similar a um jogo, porém se utilizada de maneira equivocada, pode gerar danos irreparáveis.

 

Finalizo nossa reflexão com um trecho do livro “As dores do mundo”, de Arthur Schopenhauer: “O homem, no íntimo, é um animal selvagem, uma fera. Só o conhecemos domesticado, domado, neste estado que se chama civilização, por isso recuamos assustados, ante as explosões acidentais do seu temperamento. Se caíssem os ferrolhos e as cadeias da ordem legal, se a anarquia rebentasse, ver-se-ia então o que é o homem.”.

 

Mais não falo, apenas reflito.......

 

FONTE/CRÉDITOS: pexels.com
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Felipe Coimbra

Publicado por:

Felipe Coimbra

Dr. Felipe Coimbra, advogado e CEO do escritório Coimbra, Farias e Pfleger, é Procurador Geral no Conselho de Educação Física. Ex-presidente do Rotary Club de Guaíba, atualmente é governador assistente e Diretor Artístico do CTG Gomes...

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