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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026

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O ano é novo, mas nossas atitudes devem ser inovadoras

Ano de Eleição

O ano é novo, mas nossas atitudes devem ser inovadoras
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Queridos leitores, iniciamos um ano NOVO recheado de boas expectativas, esperanças e com votos de muita saúde, alegria e prosperidade.

Mas para consolidarmos esse ano como NOVO de fato, devemos fazer uma revolução interna e mudarmos também, pois de nada adianta uma “roupagem” nova se nossas atitudes e pensamentos continuarem iguais! Neste contexto, não digo que temos que mudar TUDO, mas precisamos fazer uma autorreflexão e assim analisar o que ficará para trás e o que seguirá conosco em uma nova jornada!

O ano de 2022 será um ano realmente novo, com uma leve tendência de volta a normalidade, porém com diversos desafios já colocados em nossos calendários, pois para quem ainda não se deu conta, trata-se de um ano eleitoral. Antes de adentrarmos em nossas reflexões, gostaria de fazer uma pergunta: VOCÊS SABEM A HISTÓRIA DO VOTO NO BRASIL?

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O voto surgiu no Brasil junto com o processo de colonização, a partir de 1530, para ser mais específico, foi em Janeiro do ano de 1532 que ocorreu a primeira eleição para a Câmara Municipal de São Vicente, em São Paulo, onde as pessoas foram às urnas para eleger o Conselho Municipal. Naquela época, as eleições contavam apenas com a participação de homens livres.

As mulheres, por sua vez, conquistaram o direito ao voto somente em 24 de fevereiro de 1932 (pelo Código Eleitoral), sendo que apenas em 1934, o voto feminino passou a ser previsto na Constituição Federal. Esse cenário não era exclusividade do Brasil. Na França, por exemplo, o voto feminino se tornou realidade em 1944 e, na Suíça, em 1971. No Brasil, no entanto, a bandeira das mulheres pelo direito de votar e de serem votadas teve início décadas antes, pelo menos desde 1891, quando foi apresentada proposta de emenda à Constituição brasileira que trazia essa prerrogativa, contudo, a proposta, foi rejeitada.

Trago-lhes outra informação importante acerca da representatividade feminina na política. A Câmara dos Deputados teve sua primeira legislatura em maio de 1826, e como supracitado as mulheres tiverem direito ao voto somente 108 anos depois, em 1934. Contudo, somente em 2016 a Câmara tratou de criar banheiros exclusivos para o uso das mulheres que ali legislavam, demonstrando, de certa forma, ainda este cenário comandado por homens há quase dois séculos. Até dezembro de 2015, o banheiro das parlamentares era o do restaurante anexo ao Plenário.

Como falei anteriormente, muitas coisas aconteceram, muitas pessoas morreram e sofreram para que tivéssemos o direito ao voto conquistado da maneira que temos hoje, por isso precisamos usar com muita sabedoria! Precisamos entender o que é mudança e o que é retrocesso, precisamos entender o que nos faz bem e o que nos incomoda! Precisamos analisar o que é benefício coletivo ou benefício individual.

Os fundamentos da liberdade prática e o direito de livre arbítrio precisam ter embasamento fático probatório com pitadas de reflexões internas antes de nossa tomada de decisão. A coluna de hoje não se trata de um posicionamento político, mas sim de um momento que tento instigar meus leitores a analisar detalhadamente e individualmente sobre a política e o direito de voto. Quero que possamos mudar essa cultura de “amor e ódio” que estamos vendo todos os dias quando falamos em política de forma despolitizada.

É imperioso que se diga que emoção e razão não andam juntas e quando têm suas funções invertidas as consequências são, quase que sempre, irreversíveis. Precisamos olhar a vida e nossas ações por todos os lados, pela vitória, pela derrota e quem sabe pelo silêncio, que de alguma maneira sempre nos faz refletir!

Temos que analisar o impacto de nossas decisões ao invés de sermos impulsivos, indo contra fatos e realidades, precisamos encontrar o equilíbrio entre razão e dever sem misturar emoção. É preciso que, de vez em quando, possamos nos fazer as seguintes perguntas: nossa vida está de acordo com as nossas decisões? O mundo é isto tudo que falam e eu tenho contribuído pela mudança que tanto peço?

É necessário que possamos fazer a revolução interna de análise do que muda e o que fica para só assim termos um ANO NOVO, para só assim, verificarmos se a atual forma de viver está reduzindo nossas dificuldades de pensar e sentir! Nestes momentos, a análise interior se faz necessário antes que possamos nos perder em nós mesmos. Fiz uma introdução falando sobre a evolução do voto e alguns exemplos sobre como ele foi ganhando o formato atual, a narrativa inicial se deu porque ainda nos dias de hoje vejo pessoas reclamando sobre a obrigatoriedade do voto, fato esse, que no passado era um privilégio desejado por TODOS, porém exercido por poucos.

QUAIS OUTROS DIREITOS QUE REIVINDICAMOS QUE NO FUTURO PODEM SER DESVALORIZADOS?

Neste início de ano, nunca foi tão importante refletir sobre o passado, presente e sobre o que vai ocorrer no futuro. Temos que exercer o direito do voto com alegria, responsabilidade e muita participação nessa campanha, não podemos deixar outras pessoas tomarem uma decisão que é nossa, ou seja, INDIVIDUAL, porém com a responsabilidade de que é de interesse COLETIVO.

LEMBREM-SE, O VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIA, se pararmos para uma breve análise das últimas décadas vamos ver que isso é verdade. O povo que não dá importância ao voto, achando que é apenas uma data, ou uma “obrigação sem compromisso” tende a contribuir para um mundo sem a devida mudança que tanto comemoramos no dia 01 de Janeiro cada ano.

Se não analisarmos e planejarmos corretamente poderemos acabar como nossas espumantes de comemoração do réveillon, ou vazias, ou sem gás.

Lembrem-se:

“A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa, pois na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes a cada eleição.”

 

 

Mais não falo, apenas reflito.

 

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Felipe Coimbra

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Felipe Coimbra

Dr. Felipe Coimbra, advogado e CEO do escritório Coimbra, Farias e Pfleger, é Procurador Geral no Conselho de Educação Física. Ex-presidente do Rotary Club de Guaíba, atualmente é governador assistente e Diretor Artístico do CTG Gomes...

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