Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (7), além de afirmar que não fechará a Escola Santa Catarina e que reduzirá de 16 para nove o número de secretarias municipais, a prefeita Claudinha Jardim também destacou que o município não tem condições de manter o alinhamento firmado para a contratação de um empréstimo com o Banco Asiático. Ela também afirmou que, a partir de 15 de outubro, o Gabinete de Projetos Especiais deixará de existir na estrutura da administração municipal.
A Prefeitura de Guaíba projetava a liberação de um empréstimo de US$ 70 milhões (aproximadamente R$ 433 milhões) junto ao Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), destinado à execução do Programa de Resiliência às Mudanças Climáticas Guaíba+Resiliente. O empréstimo previa cinco anos de carência, prazo de 35 anos para pagamento e juros anuais de 3%.
Segundo Claudinha, o município não possui neste momento toda a documentação exigida para a operação e enfrenta dificuldades relacionadas às certidões negativas, diante da queda na previsão orçamentária. A prefeita também questionou a capacidade de Guaíba de assumir uma nova dívida diante do atual cenário financeiro. “Se nós fizermos um empréstimo com um valor considerável, que é a forma que a gente está no orçamento de hoje, como que a gente vai pagar este empréstimo e os juros?”, afirmou.
A prefeita também atualizou as informações sobre o projeto de empréstimo para o asfaltamento da estrada do bairro Logradouro, no trecho que começa na estrada Santa Maria e segue até a escola municipal Santa Catarina. No entanto, segundo ela, o valor disponível não é suficiente para levar a pavimentação até a área onde está localizada a escola. Ela afirmou que a Prefeitura está revisando o projeto para calcular quanto ainda seria necessário para concluir a obra. A preocupação, segundo a prefeita, é evitar o início de um asfaltamento que não possa ser concluído.
“Foi feito um empréstimo para que seja feito o asfalto no percentual de quilometragem. No entanto, quando eu fui tomar conhecimento desse projeto, o valor do empréstimo não cobre o asfalto até chegar na frente da escola.”
Claudinha citou como exemplo a possibilidade de haver recursos para quatro quilômetros de pavimentação, enquanto a distância até o destino seria de sete quilômetros. Por isso, segundo ela, é necessário identificar de onde viria o recurso complementar antes de autorizar o início da obra.
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