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Sabado, 17 de Outubro de 2026

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Violência contra mulher não tem desculpa

No Brasil, a cada 3 minutos e 50 segundos uma denúncia de violência contra a mulher é registrada

Violência contra mulher não tem desculpa
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“NÃO SE CALEM!!!! NÃO SE CALEM JAMAIS!!!!”. Este trecho foi extraído de um desabafo que Pamella Holanda fez após denunciar o ex-marido o DJ Ivis em 11 de julho, onde também agradeceu nas redes sociais o apoio das pessoas.

A intensão deste diálogo é para todas as mulheres, para reforçar, esclarecer, desmistificar, orientar e principalmente proporcionar uma reflexão sobre a violência contra a mulher, ONDE TODAS SE PERMITAM COMPREENDER QUE VIVER SEM VIOLÊNCIA É UM DIREITO DE TODAS AS MULHERES.

Recentemente em um evento sobre o tema a consultora da ONU Mulheres Brasil Ana Paula Antunes salientou que "há um fator comum entre a pandemia e a violência contra as mulheres, que é o medo. (O medo) é paralisante, coloca a individualidade em cheque, o esforço pela autonomia".

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Desde o final de março, vários estados do Brasil, quinto país com mais casos de feminicídio em todo o mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adotaram medidas de isolamento social para conter o avanço da covid-19. Mas ficar em casa tornou-se, para algumas mulheres, mais perigoso do que ir às ruas.

Alguns especialistas comentam que "a residência nunca foi um lugar seguro para as mulheres no Brasil. Um lugar que deveria ter sido acolhedor tornou-se muito perigoso, pois elas (mulheres) estão sob os olhos e o controle do agressor", assim como “as quarentenas e o complexo tabuleiro político e social no Brasil são alguns dos fatores que intensificaram os conflitos domésticos, especialmente em situações onde já havia abuso de poder, agressão psicológica e verbal, controle excessivo e machismo".”

O Brasil registrou 649 feminicídios durante a primeira metade de 2020, de acordo com cifras do Fórum Brasileiro de Segurança Pública - uma alta de 2% em relação ao mesmo período de 2019. Mas outros crimes contra as mulheres, como agressão e estupro, que geralmente exigem que as vítimas registrem uma queixa policial, caíram durante este período, segundo o fórum.

PRECISAMOS AJUDAR ALGUMAS MULHERES A ACREDITAREM DE QUE O ABUSO É INACEITÁVEL!!

Algumas mulheres não percebem o perigo de sua situação, pois não acreditam que seus parceiros sejam capazes de matá-las. Em 2006 com a Lei Maria da Penha (batizada em homenagem a uma mulher que ficou paraplégica após levar um tiro de seu marido) passaram a vigorar no Brasil penas duras em relação à violência contra a mulher.

No entanto, só em 2015 o Brasil reconheceu oficialmente o feminicídios como crime - anos depois de a maioria dos outros países da região, incluindo Colômbia, Chile, Argentina e México.

No Brasil, a cada 3 minutos e 50 segundos uma denúncia de violência contra a mulher é registrada. Nos sete primeiros meses de 2018, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Ligue 180) recebeu 79.661 denúncias com relatos de abuso sexual, homicídio, cárcere privado e outros tipos de violência.

Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro.  A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica. Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero. Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses caso.

MULHERES, conheçam algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:

 

1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima

Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

 

2: Tirar a liberdade de crença

Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

 

3: Fazer a mulher achar que está ficando louca

Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

 

4: Controlar e oprimir a mulher

Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

 

5: Expor a vida íntima

Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

 

6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços

Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

 

7: Forçar atos sexuais desconfortáveis

Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

 

8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar

O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

 

9: Controlar o dinheiro ou reter documentos

Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.

 

10: Quebrar objetos da mulher

Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

Comentários:
Mariza e Ana Paula

Publicado por:

Mariza e Ana Paula

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