Estamos no mês de setembro, e mais uma vez vemos as divulgações sobre o Setembro Amarelo. A campanha é realizada buscando a prevenção ao suicídio. Desde 2014, o dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, tendo iniciativas que acontecem durante todo o ano. O lema de 2022 é “A vida é a melhor escolha!”.
Infelizmente o suicídio é uma realidade que atinge a todos e de acordo com a ultima pesquisa realizada pela OMS- Organização Mundial de Saúde, em 2019, foram registrados mais de 700 mil suicídios em todo o país, sem contar os episódios subnotificados. Em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.
Falar sobre morte é um tabu, ainda mais por suicídio, mas as campanhas servem para que se possa falar de modo correto sobre os fatos, de forma a poder orientar a quem precisa de ajuda, ou a quem quer fornecer ajuda. Os suicídios possuem fatores de risco e fatores de proteção, e quanto mais soubermos sobre eles, podemos evitar o primeiro e potencializar o que pode ser gerado de prevenção.
Vivemos em um mundo pós pandêmico, e ainda não se tem noção exata de quanto sofrimento ainda está sendo vivenciado por todo o momento turbulento em que vivemos. Mas recentemente, a BBC News Brasil divulgo uma matéria onde apontava que alunos estão deprimidos, ansiosos e em luto e faltava psicólogos nas escolas. Adoecimento mental não escolhe cor, idade, ou poder aquisitivo. E como identificar que um jovem está precisando de ajuda? Inicialmente é necessário observar, estar atento ao outro.
Os pais precisam perceber as mudanças de comportamento que podem aparecer em crianças ou adolescentes quando estão passando algum problema. Alguns comportamentos como isolamento, impulsividade, tristeza constante, dificuldade de relacionamento com pessoas da mesma idade, crises de raiva, atração por comportamentos de risco, distorção de imagem corporal podem aparecer. Atentar para falas do tipo: gostaria de sumir, não aguenta mais viver, nada mais faz sentido, uma dor que não passa. Fatores sociais também devem ser avaliados, como separação, desemprego, conflitos familiares.
E o que fazer quando isso acontece? Ter orientação especializada e informação correta é sempre o melhor. Tanto pais quanto educadores precisam estar atento para debater essas questões tanto na escola ou em família. Ter um diagnóstico correto é importante para que se possa oferecer ajuda efetiva. Procure conversar, ouça com atenção ao que a pessoa diz estar sentindo. Escute sem julgamento, não ria ou faça piadas. Evite dar conselhos, e demonstre que você é alguém de confiança. Não use frases do tipo ânimo, ou vai correr tudo bem. E não hesite em perguntar abertamente e diretamente sobre a idéia de suicídio.
Seja adulto ou adolescente, acompanhe ao psiquiatra ou psicólogo e não deixe a pessoa sozinha. Procure não deixar a pessoa perto de meios letais e acredite em possíveis ameaças. Não esqueça que o impulso para o suicídio pode durar minutos ou horas, então tenha uma ação imediata. Toda vida é importante e ter o tratamento adequado promove a qualidade de vida e esperança de futuro. Lembre-se que o suicídio é uma emergência médica e ao se deparar com uma tentativa eminente, acione intervenção imediata. O SAMU pode ser acionado pelo 192.
Nunca menospreze um pedido de ajuda. Faça você parte dos que escolhem pela vida!
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