A fome não tira férias. Mas no período de veraneio, entre janeiro e fevereiro, as doações para o Banco de Alimentos de Guaíba despencam.
Administrado pelo Lions Club, a rede de solidariedade distribui voluntariamente donativos para 23 entidades beneficientes, que entregam para as famílias que mais precisam.
"Os meses de janeiro e fevereiro são meses críticos, como em todos os anos anteriores. A gente sabe que nesses meses corremos atrás, porque as doações, sim, diminuem", diz a presidente Irene Ripinski.
Segundo ela, a média normal durante o ano é arrecadar cerca de 3 mil e 3,5 mil quilos de alimentos mensalmente, mas em janeiro a arrecadação cai para 2,8 mil. "Falta quase 1 mil quilos, a gente já tinha o estoque baixo, baixíssimo, recebemos algumas doações nas últimas semanas mas falta, sempre falta".
Em 2022, o Banco arrecadou mais de 120 mil quilos de alimentos em doações, a maioria vinda do projeto Sábado Solidário, onde voluntários arrecadam donativos na porta de diversos supermercados um vês ao mês. Mas a fome aumentou no último ano, a quantidade de pessoas inscritas nas entidade também cresceu.
"A fome é muito maior do que a gente imaginava", relata Irene.
Para correr atrás do prejuízo, a rede está arrecadando doações via deposito bancário ou pix, sendo que a verba arrecadada será para compra dos alimentos em falta. Arroz, principalmente. (O pix é CNPJ 081958320001-12).
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