Os vereadores de Guaíba aprovaram na noite desta terça-feira (25) o projeto de lei que reajusta os salários dos servidores públicos em 5%, mas a categoria se posicionou contra a decisão. A aprovação aconteceu quase uma semana depois de a votação de um aumento de 4,83% ter sido adiada, pois vereadores da base do governo buscavam uma melhora na proposta do prefeito Marcelo Maranata.
Segundo o governo, a fixação do índice de 4,83% como fator de reajuste das parcelas salariais levou em consideração as perdas acumuladas do poder aquisitivo da moeda, verificadas no período de janeiro de 2024 a dezembro de 2024, conforme divulgado pelo índice oficial do Governo Federal, o IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O líder do governo Alex Medeiros (PP) afirmou que toda discussão sobre o reajuste dos servidores é democrática, válida e saudável, pois abre espaço para o diálogo. Segundo ele, é importante diferenciar o que é torcida do que é realidade. "O que existe é o que está colocado. A proposta que chegou ao Executivo foi de 5% de reajuste e 6% de aumento no vale-alimentação por matrícula. O resto é a tentativa de fazer aquela velha política de dizer que o outro foi contra", disse.
O vereador Marcos SJ (PL) reforçou que a base governista pediu o adiamento da votação na semana passada para haver um tempo a mais de pleitear uma melhora. "Nós não podemos obrigar ninguém a fazer nada, nós buscamos o diálogo pois essa é uma Casa do diálogo. Foi o que foi feito por todos os vereadores da base e quero parabenizar todos que, pela primeira vez, tiveram peito de não votar o projeto de lei do executivo naquele dia", pontuou.
A proposta de 5% foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba (SPMG) na segunda-feira, mesmo sem a prefeitura ter aceitado pagar o piso nacional do magistério para todos. O Executivo reconhece que a lei do piso é válida apenas para um nível, concedendo 6,27% ao nível 1, mas 5% para os demais. "A assembleia é soberana, mas o Executivo poderia ter concedido um aumento maior se quisesse", declarou a presidente Michele Tavares.
A presidente do Sindicato dos Municipários de Guaíba, Tais Motta, afirmou que os servidores do quadro geral não aceitaram a proposta. "O descontentamento é geral. O que nos deixou mais chateados como sindicato foram algumas falas de certos vereadores dizendo que o sindicato aprovou. Mas o sindicato do quadro geral não aprovou os 5% em assembleia, tivemos três assembleias em que negamos essa proposta, e em momento algum o prefeito apresentou dados para nós. Ele nos disse que poderia estudar um aumento maior, mas que não poderia comprometer a renda do município", explicou. Para ela, o que mais causa revolta é a contratação de mais cargos de confiança e funções gratificadas na reforma administrativa.
O vereador Tiago Green (Cidadania) criticou a proposta apresentada afirmando que representa uma perda para todos os servidores. Ele também reclamou que, em poucas horas, houve discussões entre os vereadores que não avançaram em benefício dos trabalhadores do quadro geral e do magistério. "Houve uma discussão que nos traria uma proposta diferente para esse projeto de lei, com um índice talvez mais próximo daquilo que todos os servidores e professores achavam que mereciam. É mais um ano sem o pagamento do piso dos professores", disse.
Homenagem a professora Jussara

A Câmara também aprovou o projeto de lei que concede título de cidadã guaibense a Jussara Terezinha Pacheco Molnar. Ela foi professora, diretora da escola municipal Rio Grande do Sul durante cerca de 20 anos e vereadora da cidade entre 1997 e 2000. A proposta foi do vereador Marcos SJ (PL).
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