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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

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“O risco da fábrica não sair em Barra do Ribeiro é muito pequeno, mas existe”, afirma representante da CMPC

O consultor de Relações Institucionais da CMPC, Daniel Andriotti, apresentou o projeto "Natureza" nesta terça-feira no Rotary

“O risco da fábrica não sair em Barra do Ribeiro é muito pequeno, mas existe”, afirma representante da CMPC
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O consultor de Relações Institucionais da CMPC, Daniel Andriotti, apresentou o projeto "Natureza" nesta terça-feira (25) durante reunião do Rotary Club de Guaíba. O empreendimento previsto para Barra do Ribeiro pode se tornar o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul, com aporte estimado em cerca de R$ 25 bilhões.

Andriotti respondeu a perguntas sobre o processo de licenciamento ambiental, que tramita no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A ação questiona o processo e solicita a ampliação das consultas às comunidades indígenas, quilombolas e de pescadores potencialmente afetadas pelo projeto.

Segundo ele, o processo de licenciamento contou com uma audiência pública que reuniu cerca de mil pessoas presencialmente e mais de 1,7 mil pelo YouTube. Após a audiência, o MPF solicitou a ampliação dos estudos sobre os impactos em comunidades indígenas, incluindo a área de influência indireta do empreendimento. A questão passou à esfera federal, e a Funai solicitou a inclusão de uma nova aldeia na análise. Agora, a expectativa é pelo parecer da Funai para que a Fepam possa emitir a Licença Prévia, o que pode ocorrer nas próximas semanas. As obras, porém, não devem começar neste ano.

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Sobre o risco de o empreendimento não ser instalado em Barra do Ribeiro, Andriotti classificou a possibilidade como muito pequena, embora tenha ressaltado que não existe garantia de 100%. “Risco da fábrica não sair em Barra do Ribeiro é muito pequeno, mas existe. [...] O Chile continua muito otimista e acreditando que essa licença irá sair em breve, e que a fábrica irá acontecer sem os maiores problemas, mas existe um pequeno entrave”, afirmou. Questionado se tinha 90% de chance de a fábrica ser instalada na cidade, ele respondeu: um pouco mais. 

Ele também citou uma declaração anterior de um diretor da empresa, segundo a qual, caso a fábrica não fosse construída em Barra do Ribeiro, poderia ser instalada em outro local do Brasil, e não necessariamente em outro país. O episódio teria provocado reação da embaixada do Paraguai, diante da possibilidade de o país ser considerado uma alternativa. Andriotti ressaltou, entretanto, que uma empresa com ações negociadas em bolsa precisa comunicar formalmente ao mercado informações relevantes sobre mudanças ou possibilidades relacionadas a grandes investimentos.

A prefeita Claudinha Jardim destacou que Guaíba é favorável à instalação da nova fábrica em Barra do Ribeiro. Segundo ela, embora o empreendimento esteja localizado em outro município, Guaíba será fortemente impactada pela arrecadação de impostos sobre serviços e pela demanda gerada durante a construção e, posteriormente, com a operação da fábrica. Ela ressaltou que Guaíba funciona como cidade-polo para diversos serviços utilizados pela região e que a instalação de um empreendimento desse porte deverá movimentar diferentes setores da economia local.

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