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Domingo, 30 de Agosto de 2026

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CMPC e governo do Estado lançam projeto para reintroduzir mais de 6 mil mudas de espécies florestais nativas no RS

O investimento é de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 2,86 milhões da CMPC

CMPC e governo do Estado lançam projeto para reintroduzir mais de 6 mil mudas de espécies florestais nativas no RS
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A CMPC e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul lançaram oficialmente o Projeto Reflora nesta sexta-feira (28) no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A iniciativa, que será desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), tem por objetivo realizar o resgate do DNA de árvores em risco ou que sofreram danos severos devido às enchentes que assolaram o estado em 2024, fazendo o replantio no mesmo local com clones genéticos do indivíduo principal.

O Projeto Reflora tem duração prevista de 3 anos, com início programado para junho de 2025. A projeção é que ao longo do período sejam plantadas 6 mil mudas de 30 espécies nativas em regiões severamente atingidas pelos efeitos das enchentes ocorridas em solo gaúcho. As primeiras cidades em que o processo será realizado são: Guaíba, Barra do Ribeiro, Tapes, Rio Pardo, Butiá, Eldorado do Sul e Santa Maria. As mudas serão produzidas no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), de Santa Maria, que pertence à Seapi; no Jardim Botânico de Porto Alegre, gerido pela Sema; e em viveiros e hortos da CMPC. 

O processo que será aplicado no RS é exatamente o mesmo que foi desenvolvido para o reflorestamento de Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem, ocorrido em 2019. A ação inicia com a identificação de árvores com danos na base do tronco e a coleta de DNA em campo com o resgate de propágulos, ou seja, partes de organismos que possam originar o processo de reflorestamento. Na etapa seguinte, o material é armazenado, plantado em um pomar indoor e submetido ao processo de enxertia, que nada mais é do que a conexão de duas plantas diferentes para que cresçam de forma única. Na sequência, é realizado o plantio em campo e o posterior florescimento, que, graças a adoção da técnica, ocorre entre 6 meses e um ano. Como resultado, são geradas sementes com alta variabilidade genética e prontas para o plantio nos locais onde ficavam as antigas árvores.

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“Essa é uma iniciativa fundamental e uma oportunidade para reflorestarmos de forma mais rápida e efetiva as regiões atingidas no ano passado. O projeto também dá a oportunidade de implementarmos melhorias em nosso processo produtivo e genético aplicado nos hortos florestais da companhia para diversificação de espécies nativas e já adaptadas com as condições de cada região”, afirma Antonio Lacerda, diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil. “Essa é uma iniciativa que foi desenvolvida na reconstrução de uma região de mata nativa que foi totalmente devastada e obteve enorme sucesso. Por isso, entendemos que, ao replicar aqui no Rio Grande do Sul, utilizando as vantagens do nosso solo, traremos um ganho importante para a biodiversidade e restauração dos ecossistemas gaúchos”, completa.

A tecnologia desenvolvida pela UFV prevê o resgate de ramos de árvores saudáveis e a enxertia, com o florescimento precoce de novas mudas. No primeiro ano, será realizada a identificação das árvores danificadas, o mapeamento da localização das espécies e a produção de porta-enxertos. No segundo, ocorrerá a coleta do material genético e o início do processo de enxertia e de desenvolvimento de mudas. Por fim, no terceiro ano será realizado o plantio das mudas.

O reitor da UFV, Demetrius da Silva, explicou que a tecnologia é patenteada pela universidade, mas que o núcleo de inovação tecnológica renunciou à patente durante todo o período de realização do projeto em prol do Rio Grande do Sul. “A parceria iniciou-se por mérito do governo do Estado, e não tenho dúvida de que, com o Reflora, o Rio Grande do Sul consolidará sua posição de destaque em nível nacional. Estamos dispostos a atuar em parceria no que for necessário”, frisou.

O investimento é de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 2,86 milhões da CMPC, R$ 2,34 milhões da Embrapii e R$ 2,30 milhões de contrapartida econômica da UFV. Os recursos serão aplicados no custeio de estruturas físicas (como casas de vegetação e estruturas de fertirrigação), serviços terceirizados de coleta de propágulos vegetativos (estruturas que se desprendem de uma planta adulta e dão origem a uma nova planta), compra de insumos e bolsas de pesquisa.

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