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Domingo, 30 de Agosto de 2026

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Com 30 anos de história, Romaria das Capelinhas se torna patrimônio imaterial de Guaíba

O evento recebeu homenagem na noite desta quarta-feira (4) na Câmara de Vereadores de Guaíba

Com 30 anos de história, Romaria das Capelinhas se torna patrimônio imaterial de Guaíba
Valmir Michelon
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Com 30 anos de história, a Romaria das Capelinhas se tornou patrimônio imaterial de Guaíba. O evento conduzido pelas queridas irmãs de São José, considerado um dos maiores eventos religiosos da região, recebeu homenagem na noite desta quarta-feira (4) na Câmara de Vereadores de Guaíba.

O início dessa história remonta ao ano de 1995, aqui na cidade de Guaíba, com o propósito de reunir as famílias que acolhiam em seus lares as Capelinhas de Nossa Senhora. A primeira caminhada teve início na comunidade São Francisco, passando pela Igreja Nossa Senhora de Fátima, na BR-116, e seguindo até a Paróquia Nossa Senhora do Livramento, onde foi celebrada a primeira missa da Romaria. Ao longo de sua trajetória, a Romaria tornou-se símbolo de espiritualidade e cuidado com a vida. 

Para a irmã Nilva Dal Bello, a Romaria é um marco de fé, de esperança, de alegria, é contagiar durante o ano todo essa experiência marcante de Deus. "No sonho da irmã Laura Gavazzoni em realizar uma missa com as famílias que recebiam as capelinhas de Nossa Senhora, ultrapassamos esse sonho graças a essa comunidade que vem construindo essa história. Realmente a Romaria é aquela bacia que a gente coloca para fazer o pão, é a farinha, é a água e fermento, amassando o pão no ano inteiro para podermos celebrar a vida, a história e a celebração de tantas dores", disse.

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Neste ano, o evento teve como tema “Caminhando na Fé e na Esperança”, que, além de comemorar três décadas, também impulsiona a esperança na reconstrução das vidas e das histórias diante da tragédia climática que provocou tanta destruição no Rio Grande do Sul em maio.

A Romaria hoje não é mais do estado do Rio Grande do Sul e nem do Brasil, ela se tornou internacional, porque desde a quarta edição recebe irmãs da Itália, dos Estados Unidos e de outros países do mundo. "Um padre disse numa Romaria que viu a ação de Deus na vida de cada romeiro e de cada romeira, que sentiu e experimentou a fé deste povo aqui na cidade de Guaíba", relatou Nilva. 

Elton Bozzetto, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Porto Alegre, destacou que em todas as edições as famílias se abraçam na esquina entre as avenidas São José e João Pessoa. "É o momento mais emocionante porque as famílias se abraçam, e sem o abraço a religiosidade não existe e a realização humana não existe. A repercussão que tem deste momento é fantástico. Então precisamos cada vez mais, com a proposta que a Romaria das Capelinhas traz, valorizar a religiosidade e aprofundar a nossa espiritualidade", afirmou.

A sessão solene e o projeto de lei que institui a Romaria como patrimônio foram propostos pelos vereadores Ernani Chacrinha (MDB) e Manoel Eletricista (PSDB), respectivamente. 

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