Os casos de covid-19 voltaram a crescer na última semana em Guaíba, cena que também acontece em todo o Rio Grande do Sul e no Brasil devido o surgimento da subvariante da ômicron chamada BQ.1. O número de testes positivos da doença na cidade aumentou de 15 para 68 em sete dias, que representa 353%, sendo nenhum em internação hospitalar.
Guaíba desde o começo da pandemia, em março de 2020, registra 21,1 mil casos confirmados, sendo 20,9 mil recuperados e 405 óbitos devido complicações da covid-19.
De acordo com a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, a subvariante da ômicron já corresponde a 70% dos casos de covid nas amostras sequenciadas pelo Cevs no Rio Grande do Sul este mês. A BQ.1 têm mostrado maior capacidade de transmissão, levando a um aumento do número de diagnósticos positivos de covid nos testes, que passaram de 7% no começo de outubro para 24% no começo de novembro. A elevação acompanha o número de casos, que subiu 247% em três semanas.
Os dados, apresentados por Ranieri nesta quarta-feira na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), ressaltam a necessidade da população completar o esquema vacinal. Estudos apontam a redução da proteção oferecida pelas vacinas contra a covid depois de quatro meses da aplicação, principalmente na população acima dos 60 anos.
Guaíba vacina nesta sexta-feira (25) pessoas acima dos 12 anos de idade com a primeira, segunda ou a terceira dose, das 8h às 12h e das 13h às 16h, em cinco postos de saúde: do Centro, Vila Iolanda, Columbia City, Nova Guaíba, Primavera e da Cohab (que encerra o atendimento às 19h). A imunização da quarta dose contra covid-19 está disponível para o público acima dos 30 anos, com intervalo de quarto meses da terceira aplicação.
De acordo com levantamento do Cevs, a maior mortalidade por covid entre a população acima dos 60 anos entre março e novembro foi de pessoas sem o esquema vacinal primário, isto é, sem as duas primeiras doses, com 451 óbitos por 100 mil pessoas. No caso de pessoas com o esquema completo, correspondente à quarta dose, a mortalidade é quase nove vezes maior, com 56 vítimas.
“Quanto mais dose, melhor resposta. Há uma tendência de aumento de surtos em ambientes hospitalares e instituições de longa permanência. Mas o segundo reforço diminui a taxa de mortalidade de forma significativa”, disse a diretora do Cevs. “Quanto mais doses pudermos dar a esta população para que resgate esta resposta imune, mais evitaremos óbitos ao longo do tempo”.
Pré-cadastro
A Secretaria Municipal de Saúde abriu pré-cadastro para a vacinação de crianças entre seis meses e 2 anos, 11 meses e 29 dias de vida com comorbidades. O agendamento acontece pelo telefone (51) 3480-7005, sendo necessário a informação do nome completo da criança, patologia e telefone do responsável.
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