O Centro Estadual de Vigilância em Saúde confirmou nesta sexta-feira (4) o terceiro óbito por dengue em 2025. Neste ano, o Rio Grande do Sul já registrou 4.703 casos da doença, sendo 4.159 autóctones (quando o contágio ocorre dentro do próprio Estado). Guaíba tem nove casos confirmados até esta segunda-feira (7), sendo seis autóctones e três importados (quando o contágio ocorre fora da cidade), além de um caso de chikungunya.
De acordo com orientações da SES, é importante que as pessoas procurem atendimento médico nos serviços de saúde assim que os primeiros sintomas se manifestarem. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.
Como a dengue e a chikungunya são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, a SES alerta para a importância de prevenir a proliferação e a circulação do vetor. A limpeza e a revisão de áreas internas e externas de residências ou apartamentos, com o objetivo de eliminar objetos que acumulem água parada, impedem o nascimento do mosquito, interrompendo seu ciclo de vida ainda na fase aquática.
A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, porém, uma parte pode evoluir para formas graves. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da assistência prestada e da organização da rede de serviços de saúde.
Todo indivíduo deve procurar imediatamente um serviço de saúde caso apresente febre alta (entre 39 °C e 40 °C) de início repentino, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares, náuseas, manchas vermelhas pelo corpo e dor atrás dos olhos.
A chikungunya apresenta sintomas semelhantes aos da dengue. Além da febre de início repentino, é considerado caso suspeito aquele em que o indivíduo apresenta também dores nas articulações (artralgia ou artrite intensa) de início agudo, sem outra explicação aparente. Deve-se ainda considerar se o paciente reside ou visitou áreas com transmissão, ou teve vínculo epidemiológico com caso confirmado, até duas semanas antes do início dos sintomas.
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