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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

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Com um feminicídio, Guaíba registrou quase 50 crimes contra mulher em julho

Dados do Rio Grande do Sul também mostram o aumento de violência doméstica

Com um feminicídio, Guaíba registrou quase 50 crimes contra mulher em julho
Grégori Bertó/SSP
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Os números de crimes contra mulher cresceu em Guaíba nos últimos meses. O relatório de criminalidade, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, aponta um feminicídio e 45 outras violências de gênero cometidos em julho, que representa acréscimo de 17% em comparação ao mês anterior. A quantidade de registros de lesões corporais mais que dobrou na cidade: enquanto junho foram seis, a delegacia de polícia somou 13 em julho. Ameaças foram 30 e estupros foram dois.

Os dados do Rio Grande do Sul também mostram o aumento de violência doméstica. Em julho, o número de feminicídios, que em 2020 havia caído à sua menor marca histórica, com dois casos, subiu para nove neste ano (350%). O resultado também impactou no acumulado que havia fechado o primeiro semestre em redução e, agora, na soma dos sete meses, passou de 53 no ano passado para 58 neste ano (9%).

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Em live realizada nesta quinta-feira pelo Repórter Guaibense, a promotora de justiça Raquel Issoton relatou que o Ministério Público de Guaíba está recebendo diariamente pedidos de medida protetiva.

 - Não tem nenhum dia sequer que não entre para nós um pedido de medidas protetivas. Isto é uma coisa muito séria que está acontecendo.

Especialistas avaliam os números também são reflexos da pandemia, com as famílias vivendo em isolamento social em suas residências. Que muitas vezes há mulheres que está convivendo com o parceiro desempregado, ou que sofreu uma diminuição em sua renda, e que isto, em uma sociedade machista, gera um problema dentro de casa. Segundo Raquel, os dados podem serem diferentes da realidade.

- Muitas vezes essa mulher está dentro de casa e tem formas de pedir ajuda, hoje tem até boletins online que se pode se fazer, mas há mulheres que não tem internet, não tem wi-fi, tem mulheres que não tem o dinheiro para passagem para irem até a delegacia. Então a gente consegue entender porque pode haver uma decréscimo nessas ocorrências, por todos esses fatores. Mas não significa que os crimes não estejam acontecendo 

 A live ainda teve presença da advogada Ângela Lessa Bica e psicólogia especialista em família e sexualidade Mariza Hass.]]

 

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