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Comunidade da escola Vovó Flor cobra agilidade na reforma do prédio doado para Prefeitura

Cobrança acontece seis meses após assinatura do termo de doação do terreno

Comunidade da escola Vovó Flor cobra agilidade na reforma do prédio doado para Prefeitura
Pedro Molnar
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A conselho escolar da escola Vovó Flor (antiga API) cobrou da prefeitura, nesta segunda-feira (6), agilidade no processo de reconstrução do prédio interditado há mais de três anos no centro de Guaíba. A cobrança acontece seis meses após assinatura do termo de doação do terreno, do imóvel e de todos os utensílios para o poder público reerguer a história de uma das primeiras escolas de educação infantil da cidade.

O termo de doação estabelece que a prefeitura de Guaíba mantenha o prédio exclusivamente para a finalidade da educação, podendo ampliar os serviços oferecidos além da educação infantil, e que em caso o poder público não cumpra com os prazos estabelecidos da obra a área deve voltar a pertencer a família doadora (do ex-prefeito João Salvador Jardim). 

Enquanto isto, os atendimentos para as crianças matriculadas seguem em duas casas temporariamente alugadas pela prefeitura nos bairros Loteamento do Engenho e Chácara das Paineiras. 

A secretária de Educação, Magda Ramos, explica que o projeto de reconstrução do local deve começar nos próximos meses depois da contratação do engenheiro responsável através do consórcio intermunicipal Centro-Sul. Segunda ela, o atraso de seis meses aconteceu devido o número reduzido de profissionais técnicos e que a prioridade neste período foi de atender escolas com problemas de infraestrutura em caráter de urgência.

"Estávamos atendendo as escolas com as demandas mais urgentes, e engenharia estava bem focada também na questão da Saúde. Foi uma questão de mão-de-obra, por isto agora focamos nesta questão em haver o engenheiro diretamente pelo Consórcio Centro-Sul para foca nesta obra", explica.

A diretora da escola, Jaqueline de Oliveira, diz que o conselho escolar estava preocupado com o não andamento do processo de construção em função da comunidade escolar questionar o assunto da doação, para prefeitura ampliar o número de vagas na rede municipal de ensino. Os dois prédios tem capacidade para atender cerca de 400 crianças. 

"É assunto que está em alta em nossa comunidade escolar, em função que houve a doação de um grande terreno e dois grandes prédios que podem ter melhorias para aumentar as vagas no município. Principalmente na região do Centro, com aumento de condomínios nesta região. A Vovó Flor é referência de escola em tantos anos, fundada em 9 de julho de 1938, que precisa de uma atenção do poder público. É algo que precisa ser resolvido para o bem da comunidade escolar, para o bem de Guaíba, para aumentar o número de vagas", diz.

De acordo com ela, as mudanças para outros prédios alugados nas redondezas também causam destruição dos móveis da escola: "A gente nota que cada vez nos mudamos de endereço os pertences da escola estragam. Carrega para cá, desmonta aqui, monta ali, desprega da parede, prega na outra parede, transporte de lá para cá. Então temos perdidos bastante materiais em função de tanta mudanças que tivemos na escola".

 


A API

A história da Associação é antiga. Foi fundada em 1938, com a doação do terreno pela família do ex-prefeito João Jardim  e, em 1969, começou com o atendimento á crianças oferecendo ensino básico. Entidade sem fins lucrativos, todo o dinheiro que entrava era de doação, de pais, voluntários e entidades filantrópicas. Chegou um momento, que em um prédio velho, não tinham mais verbas para sua manutenção e o poder público não podia doar por regras judiciais. 

Depois de quase 20 anos, a API recebeu o usucapião (direito que adquire em relação à posse de um bem móvel), sendo considerada proprietária do terreno, e posteriormente doou para prefeitura restaurar mantendo o nome Vovó Flor como homenagem à história deste importante espaço pelo qual muitos guaibenses já passaram. 

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