Durante a campanha do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a Eva Maria da Silva, conhecida como Evinha, compartilhou seu depoimento como forma de esperança e incentivo a outras mulheres. Minha trajetória foi marcada por medo, dor e incertezas, mas também por fé, amor e vitória.
Minha história começou em outubro de 2018, quando senti algo que eu não queria sentir, mas era real: um nódulo denso na mama esquerda. Tudo começou com uma ferroada, coceira e uma sensação de várias formiguinhas mordendo ao mesmo tempo. Procurei uma ginecologista, que disse ser apenas um cisto, e me pediu uma mamografia.
Como não havia mastologista pelo SUS, o resultado demorou. O exame só pôde ser feito em janeiro de 2019, pois o aparelho estava estragado em maio e outubro do ano anterior. Quando finalmente fiz a mamografia, o nódulo havia crescido — de 0,3 cm para 0,8 cm. Fiz a biópsia no Hospital Fêmina, e o resultado foi carcinoma invasor de mama. Achei que meu mundo tinha acabado quando o médico me disse que eu precisaria iniciar a quimioterapia e recomendou que eu cortasse o cabelo.
Em fevereiro de 2019, comecei o tratamento. Perdi os cabelos, os dentes e as unhas. No dia 12 de janeiro de 2020, passei pela mastectomia total axilar à esquerda, seguida de 48 sessões de radioterapia e mais quimioterapia. O tratamento se estendeu por longos dez anos.
Se não fosse o apoio da minha família, dos meus filhos e, especialmente, da minha netinha — que chegou na época para me trazer alegria, força e amenizar minhas dores — talvez eu não tivesse conseguido. Eles foram fundamentais na minha superação.
Hoje sou feliz por estar curada, por me cuidar e por poder ajudar outras mulheres que estão passando por isso. Acredito muito que minha alimentação saudável, o fato de não beber nem fumar, e a fé em Deus foram essenciais para a minha recuperação.
Gosto de apoiar e levar alegria a outras mulheres, ajudando na autoestima delas. Mostro minhas cicatrizes e sequelas com orgulho, porque o que realmente importa não é perder o cabelo ou a mama, mas sim estar viva. Falo sobre a importância da prevenção, do autoexame e da mamografia. Tudo é possível quando acreditamos em Deus.
Meu conselho: cuidem-se! Amem-se em primeiro lugar. Mudem seus hábitos alimentares, escolham alimentos naturais, façam exercícios físicos e participem de grupos de convivência. A vida é preciosa — e vale a pena lutar por ela. 💖
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