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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

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Deputados participam da sessão da Câmara de Vereadores em reivindicação do reajuste dos professores

Categoria lotou o plenário da Câmara na noite desta terça-feira

Deputados participam da sessão da Câmara de Vereadores em reivindicação do reajuste dos professores
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Sendo o sexto dia de greve geral em todas as escolas municipais, professores voltaram a lotar o plenário da Câmara de Vereadores de Guaíba na noite desta terça-feira (21). Centenas de profissionais da educação se concentraram em frente da prefeitura municipal, no meio da tarde, e seguiram em caminhada até a sede do legislativo para reivindicar o reajuste salarial da categoria.

O magistério cobra o reajuste de 14,95% do piso nacional, com os retroativos de janeiro e fevereiro. A última proposta do governo foi de 6,0% de reajuste nos salários e um vale alimentação de R$ 550,00 ou 5,6% reposição e um vale alimentação de R$ 600,00.  

A greve geral ganhou a força com apoio de representantes da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados. Os deputados estaduais Sofia Cavedon (PT) e Leonel Radde (PT) e a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL) subiram na tribuna da Câmara de Vereadores e defenderam o pagamento do piso dos professores.

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"Guaíba teve superávit de R$ 41 milhões no ano passado e ainda tem mais R$ 2 milhões do Fundeb. Ou seja, existem recursos viáveis para pagar o reajuste, e não é aqui um reajuste salarial, é uma reposição inflacionária. Nós temos demandas que reconhecemos que são justas e necessárias, e sabemos que essa demanda está chegando a todos servidores e servidores do município de Guaíba que sabem que têm o direito de reivindicar o melhor salário e, no mínimo, a reposição inflacionária", disse Radde.

Fernanda Melchionna afirmou que a greve é necessária, devido o desrespeito com quem produz a educação pública: "Nesse momento que devíamos estar discutindo como recompor o tempo perdido na educação durante dois anos de pandemia, como recompor a evasão escolar que é enorme, como recompor o conjunto da infraestrutura para melhorar a qualidade da escola, nós estamos dizendo aqui o óbvio. O piso é lei, é uma lei federal conquistada por essa categoria valorosa Brasil à fora, muitos tentaram tirar mas não conseguiram devido a luta desta categoria".

A presidente do Sindicatos do Professores Municipais de Guaíba, Rosângela Heim, avaliou a uma semana de greve geral nas escolas do município. Ela reclamou que Guaíba tem escolas com problemas de infraestrutura, escolas em casas alugadas, e sem valorizar aquele profissional da educação. "Nós temos uma defasagem salarial de 45%, estamos pedindo 14,95%, estamos dispostos a negociar. Quem não está disposto a negociar é o prefeito. Se nossos alunos estão sem aula, a culpa não é nossa, a culpa é do prefeito Marcelo Maranata que não aceita negociar. Tem como negociar sim, falta vontade política", disse.

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