Centenas de estudantes da escola Martinho Lutero, no centro de Guaíba, participaram da Feira de Iniciação Cultural (FIC) na última sexta-feira (21). A programação neste ano celebrou 200 anos da Independencia do Brasil, comemorado no último 7 de setembro.
Alunos de anos iniciais apresentaram as culturas de cada região, sul, nordeste, norte, centro-oeste e sudeste, e dos anos finais e ensino médio encenaram peças de teatro sobre capítulos da história do país.
Turmas do 9º ano mostraram a história desde proclamação da república, a era do presidente Getúlio Vargas, a ditadura militar instalada no Brasil em 1964, instalação da constituição federal de 1988 e o movimento Caras Pintadas para o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo (1994).
Segundo a professora de história Lúcia Hass, o trabalho foi realizado para sanar um pouco da ignorância da história do nosso país e, principalmente, para retirar aquela história romântica que nunca existiu.
"Nossa história infelizmente tem alguns traços negativos, e a gente deve voltar lá a trás para estudar isso para que a gente faça um novo país a partir de agora. Acho que nosso território tem ainda muito potencial, mas precisamos conhecer melhor nossa história principalmente para que não precisamos repetir o erros do passado", afirma. "Na educação não é muito fácil trabalhar esse tema que gera muitas discussões, mas essa gurizada da nossa escola é muito interessada em discutir e tentar revisar essa história. A gente precisa mais revisitar essa história para a gente conseguir entender e não repetir mais esses erros. A gurizada está muito interessada e eu, como professora, não perdi as esperanças do Brasil".


Outra turma mostrou o papel de cada ministério do governo federal para deixar a mensagem que, no ano que o país comemora o bicentenário da independencia, acontece umas das eleições mais importantes da história. Que os eleitores devem estudar propostas dos candidatos a presidente da república, participarem da política e lutarem pelo desenvolvimento votando de forma consciente em alguém que governe em direção ao futuro do país.
O diretor, pastor Irmo Wagner, relata que, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, no ano passado a programação aconteceu em formato híbrido e que desde o início desse ano a escola pensou em retomar as atividades 100% presenciais para retomar o "pic da meninada".
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