Em quase um ano e meio de pandemia, Guaíba atingiu a marca de 300 mortes por covid-19 nesta sexta-feira (16). A cidade soma 10.431 casos confirmados, sendo que 10.078 são considerados recuperados e 36 estão em isolamento social. 80 exames aguardam análise.
O coordenador de Vigilância em Saúde, Fábio da Costa, explica que a cidade tem letalidade de 2,9 (ou seja, a cada 100 pessoas que adoecem 2,9 veiam à óbito por decorrência da doença), dado semelhante ao número mundial, 1,15. Ele ainda destaca que, como trabalhadores da saúde, a categoria nunca perdeu o caráter humano. Que esta marca não está tratando de números, e sim, de vidas.
"A gente não vê nada de exagero em comparação do que está acontecendo no mundo. E a gente com certeza lamenta a perda dessas pessoas, sente muito e se solidariza com os familiares e amigos daquelas que perderam a vida. 300 não são só números, são 300 pessoas com suas histórias, suas famílias e amigos" diz.
As notícias agora são boas, resultado da aceleração da campanha de imunização em Guaíba, no Brasil e no mundo. A Secretaria Municipal de Saúde analisa a forte queda de mortalidade em pessoas idosas e com comorbidades, público com maior número de óbitos na primeira e segunda onda no Brasil, principalmente no início deste ano.
"A vacinação com certeza vem fazendo efeito, principalmente na questão de letalidade. As pessoas adoecem mas não entra em um estado de saúde tão grave que resulte na necessidade de internação e consequentemente ao óbitos. Isso é uma notícia boa", analisa Costa, que recomenda: "vacine-se".
Guaíba atingiu 65% da população vacinada pelo menos com a primeira dose. De acordo com o site da prefeitura, são 63 mil doses recebidas pelo governo federal e 54.142 aplicadas. Nesta semana foram imunizados público de 36 e 37 anos e de pessoas que anteciparam a segunda dose da Astrazeneca, da fabricante Fiocruz, que foi autorizada pela Anvisa devido o crescimento de casos da variante Delta.
"No mais que não exista a obrigatoriedade legal, existe a obrigatoriedade ética de tomarem as vacinas como cidadãos. A vacina realmente funciona, está dando resultados e fazendo a diferença para acabar a pandemia".
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