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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

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Guaíba bateu recorde de casos de dengue em 2022, e pode piorar em 2023

Coordenadora da Vigilância Ambiental, Elisa Teixeira, participou do programa Papo Guaibense nesta quinta-feira

Guaíba bateu recorde de casos de dengue em 2022, e pode piorar em 2023
Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
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Guaíba registrou um caso de dengue em 2021. Em 2022, o número disparou para 17: dez autóctone (contraídos dentro do próprio município) e sete importados (em outras localidades). A coordenadora da Vigilância Ambiental, Elisa Teixeira, participou do programa Papo Guaibense, nesta quinta-feira (5), para falar sobre o aumento expressivo e as medidas de prevenção contra a doença.

"Tivemos dois anos de pandemia, nós sabemos que olhares se voltaram bastante sobre a questão do covid, e várias outras doenças foram negligenciadas nesse período embora nossos trabalhos dentro do município nunca pararam. As atenção foram voltadas para a uma doença, que é o coronavírus, uma doença nova que matou muitas pessoas, então a dengue, a zika e chikungunya continuavam acontecendo de forma crescente tanto em Guaíba, no Rio Grande do Sul e no Brasil", afirmou.

O Estado registrou no ano passado 66,7 mil casos confirmados, em 454 municípios, sendo que 66 pessoas foram a óbito devido as complicações. Ao todo foram 978 mortes causada pelo mosquito Aedes aegypti no Brasil, um aumento de 400% em comparação ao ano anterior.

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Segundo Elisa, há a possibilidade dos número de casos continuarem em alta proporção neste ano porque a maioria dos casos são contraídos dentro do município. "Não acredito que será menos casos, acredito que será mais casos ou a mesma coisa, e o diferencial é bater na mesmo tecla. É virar botinho, evitar que haja acúmulo de água, as pessoa precisam ter atitude e se verem como parte disto. A perspectiva é ruim, o que tentamos é sensibilizar as pessoas para uma doença que é muito grave e muito semelhante a outras".

Os casos podem acontecer em qualquer período do ano. "Não se fala mais em sazonalidade, pois a gente percebeu que na quantidade de casos de dengue é constante durante o ano inteiro. Mas a gente sabe que o pico do ano passado foi na segunda e terceira semana de abril. Como estamos tendo muitos verões de seca, verões de estiagem, a gente não junta a chuva com o calor, o que é tudo que o mosquito precisa se multiplicar mais rapidamente. Encontramos esse fatores mais juntos no outono, no veranico de maio, e nesse verão, que era a tendência sempre, tem previsão de mais dias chuvosos, então devemos ter mais casos de dengue".

As principais medidas de prevenção são: deixar a caixa d’água bem fechada e realizar a limpeza regularmente; retirar dos quintais objetos que acumulam água; cuidar do lixo, mantendo materiais para reciclagem em saco fechado e em local coberto; e eliminar pratos de vaso de planta ou usar um pratinho que seja mais bem ajustado ao vaso.

"Esses tipos de informação a gente propaga aos quatro ventos. Informação não pode faltar, mas o que está faltando nas pessoas, que eu tenho certeza, é a atitude. Que a gente não teria esse número de casos, tanto no Brasil, tanto no Rio Grande do Sul, tanto em Guaíba, se as pessoas fossem mais atentas. Pensassem mesmo em transferir a responsabilidade para o poder público, que tem cumprido suas atribuições, pois não temos como evitar essas doenças sem a participação da população", concluiu Elisa.

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