Guaíba é a quarta cidade com mais casos de óbitos por doenças respiratórias no Rio Grande do Sul, de acordo com o painel da Secretaria Estadual de Saúde. A cidade registra 31 mortes por covid-19, influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que tem a grande maioria dos casos de hospitalizações em crianças. Os dados são de janeiro a junho de 2024.
Porto Alegre lidera a lista com 76 óbitos, seguida por Caxias do Sul (65), Canoas (52), Guaíba, Pelotas (20), Passo Fundo (15) e Rolante (12). Ao todo, o Rio Grande do Sul já calcula 635 mortes por doenças respiratórias neste ano.
O Governo do Estado declarou em maio oficialmente estado de emergência em saúde pública em todo o território do Rio Grande do Sul para fins de prevenção e de enfrentamento das Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com ênfase nas crianças. A declaração é justificada pelos indicadores que demonstram um aumento significativo de doenças causadas por vírus respiratórios e um crescimento na demanda nos serviços de emergência. Esses fatores, caracterizam elevado risco à população pelo potencial de extrapolação da capacidade de resposta, em especial a área pediátrica.
Guaíba ocupa a 11ª posição em número de hospitalizações, com 141 casos, acima de cidades como Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Uruguaiana e Viamão, que têm populações maiores do que a cidade da Região Metropolitana.
Para os vírus da gripe e covid-19, a Secretaria Estadual da Saúde reforça a importância da vacinação, ambos tipos hoje disponíveis na rede pública. Contra a covid-19, inclusive, neste último mês o Rio Grande do Sul passou a receber do Ministério da Saúde vacina nova, atualizada contra subvariante ômicron XBB 1.5, e que por isso é recomendada para os grupos prioritários: crianças (de seis meses a menores de cinco anos para atualização de rotina do calendário vacinal), e adultos dos grupos prioritários, como pessoas acima dos 60 anos e pessoas com comorbidades.
Contra a influenza, a vacinação da gripe foi ampliada para toda a população (idade mínima de seis meses). Doses extras também foram recebidas pela SES no último mês para que todos os municípios pudessem continuar a estratégia, que também foi realizada extraordinariamente nos abrigos que acomodaram as pessoas que precisaram sair de suas residências durante as enchentes.
A cidade tem 45,40% de cobertura vacinal de grupos prioritários contra gripe e 30,13% contra a covid-19, números bem abaixo da meta do Ministério da Saúde.
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