Guaíba e região registram a presença de fumaça de queimadas da região amazônica, Pantanal e países vizinhos, mas a parte maior vem de fogo que ocorre na Bolívia e no Sul da Amazônia brasileira. Correntes de vento de Norte que trazem ar quente de Norte formam um rio atmosférico de fumaça até o Rio Grande do Sul. A fumaça deixa o céu acinzentado com o sol avermelhado e laranja.
A Sala de Situação do RS confirma, por meio do monitoramento de imagens de satélite, que a fumaça proveniente de queimadas em outras regiões do Brasil já alcançou algumas áreas do estado. O fenômeno deve persistir nos próximos dias, trazendo como principais efeitos um céu acinzentado, além de tons alaranjados no nascer e pôr do sol. Ainda é cedo para estimar outros impactos ou efeitos causados pela presença dessa fumaça.
Além do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a lista inclui Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas e Acre.
Imagens de satélite mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende também ao Peru, Bolívia e Paraguai. A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu, na semana passada, um alerta sobre os cuidados necessários para a saúde nesses casos.
“Com muitos dias secos e quentes, sob um padrão de bloqueio atmosférico, a qualidade do ar se deteriora e atinge níveis ruins nos grandes centros urbanos com maior presença de material particulado na atmosfera, parte por emissões e parte por queimadas”, ressalta a empresa Metsul em seu site – metsul.com.
Área afetada
De acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ), este ano o fogo consumiu 3,2 milhões de hectares da Amazônia, o que representa 0,77% do bioma. No Pantanal, quase 1,9 milhão de hectares foi consumido pelo fogo, atingindo 12,5% do território.
Um alerta de perigo extremo de fogo do Sistema de Alarmes do Lasa-UFRJ foi divulgado com previsões para a Bacia do Paraguai, no Pantanal. Segundo o informativo, até a próxima quinta-feira (22), toda a região enfrentará condições climáticas que dificultam o combate a incêndios até por meios aéreos, com alta velocidade de propagação do fogo.
O ministério (MMA), 1.489 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atuam no combate aos incêndios florestais na Amazônia. Desde o dia 24 de julho, 98 incêndios teriam sido extintos, mas 75 persistem ativos e podem reunir até milhares de focos de calor.
Resposta a incêndios
No Pantanal de Mato Grosso atuam 348 brigadistas do Ibama e ICMBio, além de 454 militares das Forças Armadas, 95 da Força Nacional e mais dez da Polícia Federal. Das 98 áreas de incêndio, 50 teriam sido extintas e 46 permanecem ativas, das quais 27 estão controladas.
Uma sala de situação criada pelo governo federal concentra a resposta federal aos incêndios no país desde junho. Na Amazônia Legal, foram disponibilizados R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para apoiar as guarnições do Corpo de Bombeiros dos estados. No Pantanal, também foi liberado um crédito extraordinário de R$ 137,6 milhões, além do repasse de mais R$ 13,4 milhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para assistência humanitária e combate a incêndios florestais.
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