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Quinta-feira, 25 de Junho de 2026

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Guaíba e região têm quase 500 indígenas, aponta Censo 2022

Região é a que mais possui escolas indígenas no Rio Grande do Sul

Guaíba e região têm quase 500 indígenas, aponta Censo 2022
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados dos povos originários do Brasil, no último dia 7 de agosto. Guaíba tem 94 indígenas, Eldorado do Sul 58, Mariana Pimentel 79 e, com 263, Barra do Ribeiro é o maior município da região em número de índigenas, aponta o Censo 2022.

A maioria vive nas aldeias Tape Porã (Guaíba); Takoa Porã, Nhu'u Poty, Guapoy e Yvy Poty, em Barra do Ribeiro; Tekoa Mirim, em Mariana Pimentel; e Pekuruty, em Eldorado do Sul. A população indígena de Guaíba representa somente 0,1% do número total de habitantes divulgado neste ano, 92,9 mil. 

A população indígena do país chegou a 1.693.535 pessoas em 2022, o que representa 0,83% do total de habitantes e aumento de 88,82% em 12 anos. Um pouco mais da metade (51,2%) estava concentrada na Amazônia Legal. O Rio Grande do Sul tem 36 mil.

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De acordo com a responsável pelo projeto de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, o aumento do número de indígenas no período intercensitário é explicado majoritariamente pelas mudanças metodológicas feitas para melhorar a captação dessa população. “Só com os dados por sexo, idade e etnia e os quesitos de mortalidade, fecundidade e migração será possível compreender melhor a dimensão demográfica do aumento do total de pessoas indígenas entre 2010 e 2022, nos diferentes recortes. Além disso, existe o fato de termos ampliado a pergunta ‘você se considera indígena?’ para fora das terras indígenas. Em 2010, vimos que 15,3% da população que respondeu dentro das Terras Indígenas que era indígena vieram por esse quesito de declaração”, explica. 

No Censo Demográfico anterior, o quesito de cor ou raça foi aplicado a todas as pessoas recenseadas no país. Quando elas eram residentes das Terras Indígenas oficialmente delimitadas e se declaravam como brancas, pretas, pardas ou amarelas, ou seja, não respondiam que eram indígenas nesse quesito, havia a abertura da pergunta “você se considera indígena?”. Em 2022, houve a extensão dessa pergunta de cobertura para outras localidades indígenas, que incluem, além desses territórios oficialmente delimitados pela Funai, os agrupamentos indígenas identificados pelo IBGE e as outras localidades indígenas, que são ocupações domiciliares dispersas em áreas urbanas ou rurais com presença comprovada ou potencial de pessoas indígenas. No Censo 2022, cerca de 27,6% da população indígena do país assim se declararam por meio dessa pergunta de cobertura. 

Outro ponto destaque foi a cartografia participativa. “Ela nos garante uma ampla cobertura, ou seja, sabemos melhor sobre a distribuição indígena no território nacional. Ao colaborarem com a cartografia, os povos indígenas, em suas organizações nas cidades e na área rural, se sensibilizaram para o Censo. O Amazonas, por exemplo, fez grandes mobilizações também na área urbana. Então quando o Censo chega para as pessoas que se mobilizaram para fazer a base territorial, elas sabem que o objetivo é contá-las. Essa é uma mudança muito grande”, diz. 

Ela cita ainda entre os fatores que podem explicar o crescimento da população a metodologia de abordagem e de coleta, em que houve maior participação dos indígenas desde o início da operação censitária e o monitoramento da coleta, que passou a ser compartilhado com a Funai. Além disso, houve aumento no número de Terras Indígenas, passando de 505 para 573 entre 2010 e 2022. 

 

Campanha do Cpers Sindicato

O 34º núcleo do Cpers Sindicato está promovendo campanha de arrecadação de alimentos e agasalhos para aldeias indígenas de Guaíba e região, como a Tape Porã. O projeto do grupo Sempre Ativas, de professoras aposentadas da rede estadual de ensino, atende os estudantes das escolas índigenas das regiões Costa Doce e Carbonífera, que mais têm escolas índigenas em todo o Rio Grande do Sul. 

As doações podem ser feitas em cinco pontos de arrecadação: na sede do 34º núcleo do Cpers, 12º Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Espaço Sol Nascente e faculdade Ulbra Guaíba.

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