Guaíba e mais 132 cidades do Rio Grande do Sul estão participando da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024, realizada pelo IBGE. A pesquisa foi lançada no último dia 15, em Porto Alegre, quando deu início a coleta. Até sexta-feira (26), os agentes ligarão para informantes localizados na região metropolitana do Estado, como Guaíba, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul e Sapucaia do Sul.
A Pesquisa tem caráter experimental e objetiva entender como as pessoas foram afetadas no momento das enchentes e, no segundo momento, um ano depois, como está a vida delas. Os resultados da PEERS, realizada de forma inédita, poderão servir de base para prevenção de novas tragédias climáticas, tanto no território gaúcho quanto em todo o Brasil.
Essa é a primeira pesquisa domiciliar do Instituto realizada 100% por telefone. A divulgação dos resultados está prevista para o primeiro semestre de 2026.
Os objetivos da PEERS são avançar na compreensão dos danos sofridos no momento das enchentes e das características socioeconômicas na época das enchentes e do grau de gravidade vivenciado, além de possibilitar conhecimento do tipo de suporte demandado e recebido. Também fazem parte dos objetivos conhecer as condições de vida da população residente em municípios atingidos em 2024 e como está a situação um ano após as enchentes.
A secretária estadual da Fazenda do RS, Pricilla Santana, recordou o impacto das enchentes e fez um apelo: "Eu queria pedir para o gaúcho, para a gaúcha, responder, atender bem o IBGE, porque, a partir desse manancial de dados coletados, a gente está pensando o futuro para tornar o Rio Grande do Sul cada vez mais grande e resiliente”. "As perguntas que serão feitas são muitos simples, mas as respostas que virão do povo serão determinantes”, acrescentou Pricilla.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, que é gaúcho, participou por vídeo. “A Pesquisa traz elementos que permitem melhor entender este fenômeno climático em relação às suas consequências e, ao mesmo tempo, gerar subsídios para que as políticas públicas estejam mais adequadas à mudança de regime climático, uma realidade na qual as informações são cada vez mais fundamentais em uma sociedade dirigida por dados”, afirmou Pochmann.
O diretor de TI do IBGE, Marcos Mazoni, que também é natural do Rio Grande do Sul, reforçou que um dos grandes objetivos da PEERS é encontrar informações e dados para que os gestores possam fazer políticas públicas mais adequadas para solução dos problemas encontrados, aprimorando a prevenção de emergências climáticas. “Retratar o Brasil tem como objetivo auxiliar na formulação de políticas públicas para todos os gestores, de maneira a não só ter uma melhor aplicação dos recursos, mas também ter melhor eficácia e eficiência, para melhoria da qualidade de vida das pessoas”, defendeu Mazoni.
Cem agentes de coleta do Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador (CETAC) do IBGE realizarão as entrevistas por meio do número telefônico (21) 2142-0123. O informante pode confirmar a identidade do agente ligando para o número 0800 721 8181 ou pelo e-mail [email protected]. Por esses dois canais, os respondentes selecionados ainda podem agendar dia e horário para a entrevista. Basta informar nome e endereço de recebimento da carta da pesquisa.
Assim que o morador atender o telefonema do número (21) 2142-0123, o agente do IBGE vai confirmar a identidade dessa pessoa e verificar se ela se enquadra ou não nos critérios para resposta. O informante necessita ter estado presente em algum momento no domicílio no período das enchentes, entre abril e maio de 2024, e ter ao menos 14 anos de idade.
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