O governo do Rio Grande do Sul divulgou os índices de criminalidade de 2023 durante coletiva de imprensa na última sexta-feira (11) no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Guaíba registrou oito homicídios no ano passado, que representa crescimento de 60% em comparação a 2022.
A cidade registrou queda de ocorrências de tráfico de drogas, posse de drogas e roubos nos últimos quatros anos. De 2020 a 2023, os casos de posse de drogas caíram de 645 para 220 (-65,8%), de tráfico de entorpecentes de 206 para 96 (-53,3%) e de roubos de 320 para 204 (-36,2%). Foram 628 ocorrência de furtos no ano passado, 30 de furto de veículos, 14 de roubo de veículos e 455 casos de estelionato foram registrados na delegacia de Polícia Civil. Não houve ocorrências de latrocínio. (veja os número abaixo).

O Rio Grande do Sul encerrou 2023 com o menor número de crimes contra a vida da série histórica, iniciada em 2010. Com as quedas dos indicadores em dezembro, o acumulado manteve a curva descendente verificada ao longo dos meses e fechou 2023 com 1.981 crimes violentos letais intencionais (CVLI), queda de 6,3% em comparação a 2022.
Os homicídios no Estado em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, tiveram queda de 15,8%. No acumulado de 2023, o Estado teve uma queda de 7% nos homicídios.
Leite atribuiu o recuo da criminalidade à integração entre as forças de segurança. “O sistema de governança que implementamos com o Programa RS Seguro tem garantido esses números a partir de uma análise técnica e estatística dos indicadores, com reuniões mensais entre governador e comandantes. A partir deste trabalho, se aprimorou muito a integração das forças de segurança no Estado. E esperamos um resultado ainda melhor nesse processo a partir da implantação das Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp)”, observou.
O governador ressaltou, ainda, a importância da reposição e do aumento do efetivo policial realizados nos últimos anos. “Ao observarmos a série histórica, vemos cada governo entregando para o seu sucessor menos policiais do que recebeu. Por causa da crise fiscal, o Estado não conseguia nem repor o efetivo que se aposentava. Nos últimos anos, garantimos a reposição anualmente e, no final do governo passado, começamos o processo de incremento desse efetivo. Ainda vamos chamar servidores de alguns concursos que foram feitos e programar novo certame”, afirmou.
O secretário estadual de Segurança Público, Sandro Caron, destacou o combate incisivo às organizações criminosas como uma das principais estratégias para a redução da criminalidade. "Estamos implementando medidas rigorosas contra o crime organizado. Com ações de inteligência, alcançamos apreensões recordes de armas, drogas, carros de luxo e imóveis, além do bloqueio de contas. A asfixia financeira é essencial para reduzir o poder das organizações criminosas, e as forças de segurança têm atuado com integração e inteligência para ampliar os resultados evidenciados nos indicadores", disse.
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