Guaíba se somou às 400 cidades brasileiras e do mundo que realizaram manifestação "Fora Bolsonaro", contra o presidente Jair Bolsonaro. Usando máscaras e com distanciamento, cerca de 150 pessoas, de partidos, frentes e movimentos sociais, percorreram as principais ruas do Centro na manha deste sábado (19) pedindo aceleração da campanha de vacinação, prorrogação do auxílio emergencial e impeachment no governo federal.
Eles criticam a má gestão de Bolsonaro em frente à pandemia, como negar as ofertas das fabricantes de vacina e indicar medicamentos não eficazes, além do alto custo de alimentos, descaso com a floresta amazônica e privatização da Eletrobrás. Ainda lembram que neste final de semana o país chega a 500 mil mortes por covid-19.
Uma grande mobilização está marcada para esta tarde em Porto Alegre e mais 26 capitais do país.
Para Gabriel Focking, da Unidade Comunista do Brasil (UCB), "infelizmente, como nosso presidente é mais perigoso que o vírus, é necessário que a população saia às ruas em um momento como este, defendendo o uso de máscaras e mantendo distanciamento".
- A gente precisa falar em auto e bom som Fora Bolsonaro, por que isto é o início da resolução dos problemas, de uma virada neste país, em que a gente não ultrapassasse a marca que será atingida hoje provavelmente de 500 mil mortes por uma doença que já tem forma de controlar. A gente tem que lembra das famílias despedaçadas por conta da falta de políticas públicas e do negacionismo cientifico do principal mandatário deste país - disse.
A professora aposentada e militante do PSOL Líbia Aquino provocou que se o povo não tiver nas ruas nós não teremos país: "Nós queremos o Brasil de volta. Não queremos mais mortes. É meio milhão de vidas que se foram. Só em Guaíba 300 pessoas perderam a vida, temos mais de 300 famílias enlutadas. E nós queremos vacina, nós queremos viver, nós queremos comer, nós queremos salários. Estamos aqui em defesa dos milhões de brasileiros".
Os manifestantes ainda deixaram cerca de 20 crucifixos brancos na praça Gastão Leão em memória daqueles quase 300 guaibenses que faleceram devido complicações da doença.
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