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A jovem guaibense Maria Laura Heim Vieira, de 25 anos, precisa passar por uma cirurgia cerebral para tratar a epilepsia focal, condição com a qual convive desde a adolescência. Para arrecadar os recursos necessários para o procedimento, familiares e amigos estão organizando uma vaquinha on-line. A mobilização busca custear parte das despesas médicas que não são cobertas pelo convênio de saúde da família. Até esta quinta-feira (5), foram arrecadados R$ 15 mil, sendo que a meta é chegar a R$ 40 mil (CLIQUI AQUI PARA AJUDAR)
As primeiras crises epilépticas de Maria Laura começaram aos 13 anos. No ano seguinte, aos 14, veio o diagnóstico de epilepsia. Na época, ela chegou a apresentar até 20 crises durante uma única noite. Inicialmente, começou o tratamento com um medicamento, mas, com o passar dos anos, foi necessário aumentar a quantidade e as doses dos remédios pois as crises continuavam acontecendo. Em determinado período, Maria Laura chegou a utilizar cinco medicamentos simultaneamente, todos em doses elevadas. Em 2023, durante uma consulta com um neurologista, apresentou três crises, o que contribuiu para a identificação da epilepsia focal.
No ano passado, ela realizou dois exames solicitados por um neurologista. Já neste ano, o médico Vincenzo Zarpelon, de Porto Alegre, analisou os exames anteriores e identificou a possibilidade de realizar uma cirurgia, com o objetivo de reduzir significativamente a quantidade de medicamentos ou, dependendo dos resultados, permitir que ela deixe de utilizá-los.
Para avaliar a viabilidade do procedimento, foram solicitados outros três exames. Um deles foi realizado com o médico Eduardo Leal, enquanto as avaliações seguintes envolveram o neurocirurgião Rafael Paglioli. Em 13 de outubro, Maria Laura participou, junto com os pais, de uma reunião com a equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento cirúrgico da epilepsia. O encontro contou com médicos, enfermeiros e psicólogos, que avaliaram os exames e discutiram a melhor abordagem para o procedimento.
A epilepsia está localizada no lobo temporal direito do cérebro. Durante a reunião, a equipe informou à família que havia conseguido identificar a região que precisa ser operada. No entanto, ainda era necessário avaliar com maior precisão a extensão da área a ser removida. Por isso, foi solicitado um novo exame, o PET-CT, que utiliza um radiofármaco para auxiliar na identificação das alterações cerebrais.
Parte dos exames e das consultas foi custeada de forma particular, enquanto outros procedimentos tiveram cobertura do IPE. A cirurgia, por sua vez, exige a participação de uma equipe médica especializada, devido à complexidade do procedimento, que prevê a retirada de uma parte do tecido cerebral.
Segundo a família, dois dos médicos que participarão da cirurgia não atendem pelo IPE. Além disso, será necessário custear os serviços de anestesia, despesas que não estão cobertas pelo convênio. Por esse motivo, familiares e amigos decidiram organizar uma vaquinha on-line para arrecadar o valor necessário ao pagamento dos profissionais e da anestesia.
A mobilização busca proporcionar a Maria Laura a oportunidade de realizar a cirurgia e, consequentemente, melhorar sua qualidade de vida, com a possibilidade de reduzir ou até mesmo interromper o uso contínuo de medicamentos para controlar as crises.
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