Guaíba teve o 4º ato contra o presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (24). A manifestação soma a mobilização nacional que ocorre em mais de 300 cidades e em 22 capitais brasileiras pedindo impeachment no governo federal.
De forma pacifica e usando máscaras, dezenas de manifestantes saíram da prefeitura e percorreram as principais avenidas do Centro até o Praça Gastão Leão, a antiga Praça da Bandeira. No meio do caminho fizeram um minuto de silêncio em memória das mais de 500 mortes pela covid-19 no país.
Eles reclamam das denúncias da CPI do Senado Federal de corrupção na compra de vacinas, lentidão da Campanha Nacional de Imunização, promoção ao tratamento precoce, interferência na Polícia Federal e impactos negativos na economia, além da não prorrogação do auxílio emergencial e aumento de preços em supermercados e da gasolina.
Carregavam diversos cartazes contra o presidente da república, como "é muita propina e pouca vacina", "Bolsonaro é mais perigoso que o vírus", "Bolsonaro genocida", "cloroquina não cura" e "povo na rua contra Bolsonaro".
A professora aposentada Líbia Aquino, do partido PSOL, disse que meio milhão de brasileiros morreram porque não tiveram acesso à vacina no braço e que Bolsonaro se identifica com o pior que há na política brasileira, o Centrão.
- Foi ele que se elegeu para acabar com a corrupção no país e agora é desmascarado publicamente que há corrupção na compra de vacinas. Tem corrupção no Ministério da Saúde. Queremos impeachment do Bolsonaro porque queremos que o genocida saia do poder, que a população tenha condições de comer, tenha comida no prato, vacina no braço e, acima de tudo, orgulho de ser brasileiro.
Participaram representantes de diversas entidades, partidos e organizações, como o Levante Popular, CUT, Cpers Sindicato, Ama, Psol, PT, Mães pela Diversidade, SPMG e Resistência Popular.
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