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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Merendeiras reivindicam salário mínimo e gratificação de dificil acesso na Câmara

Cerca de 20 profissionais assistiram a sessão plenária nesta terça-feira

Merendeiras reivindicam salário mínimo e gratificação de dificil acesso na Câmara
Pedro Molnar
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Merendeiras das escolas municipais de Guaíba protestaram na sessão da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (30). A categoria reivindica salário mínimo e a gratificação de difícil acesso (que incentiva o exercício do cargo em unidades de trabalho distantes de sua residência).

Cerca de 20 profissionais assistiram a sessão plenária que aprovou o projeto de lei que institui 16 de outubro com o Dia Municipal de Merendeira Escolar, de autoria do presidente da Casa Marcos SJ. 

Para elas, do que adianta um dia se não há o pagamento do salário mínimo. "É difícil levantar todos os dias cedo da manhã para chegar na escola e voltar porque não há ônibus. Não tem ônibus às cinco horas, e ainda dependo de carona e uma boa vontade de um professor para eu ficar na escola. Eu não recebo um centavo de difícil acesso e o meu salário base é R$ 890 reais", reclamou Graziela Fernandes, da escola municipal Santa Catarina, no Lagradouro.

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O líder do governo, vereador Alex Medeiros (PP), disse que parlamentares e a prefeitura municipal têm o entendimento que aqueles servidores que ganham pouco salário merecem receber o salário básico. Segundo ele, a controladoria da Secretaria Municipal da Fazenda já está realizando o estudo de impacto financeiro para equalizar todos os servidores municipais que recebem abaixo de R$ 1.512 reais, e no mesmo estudo acrescentar a gratificação do difícil acesso. O projeto de lei deve chegar para votação na Câmara em até duas semanas.

"As merendeiras também tem famílias, tem conta para pagar. E tem outras categorias que chegam aqui, respeitando a todos, que estão em um situação bem melhor. É uma honra em votar aqui no dia da merendeira como será uma honra daqui duas semanas, talvez antes, o salário mínimo e o difícil acesso", afirmou.

Para o proponente Marcos SJ, o projeto de lei que cria o dia da merendeira pareceu tão simples, mas foi importante para construção de mais políticas públicas. "Tivemos a reinvidicação das nossas merendeiras, justa, e está sendo providenciado o mais rápido possível as demandas para atender essas profissionais. Acho justo elas quererem mesmo o salário digno, porque o que enche as latinhas no armário é o salário e não o dia. Mas como o salário será resolvido, então vamos com o dia igual para comemorar, né.", disse o chefe do legislativo. 

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