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Terça-feira, 16 de Junho de 2026

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Sinal Legal: projeto do Conselho Tutelar busca retirar crianças e adolescentes de sinaleiras

Mais de 20 famílias tem exploração infantil em Guaíba

Sinal Legal: projeto do Conselho Tutelar busca retirar crianças e adolescentes de sinaleiras
Valter Campanato/Agência Brasil
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Mais de 20 famílias de Guaíba são encontradas pedindo dinheiro nas sinaleiras da cidade. O levantamento é do Conselho Tutelar, que lançou o projeto "Sinal Legal" com a ideia de acabar com o trabalho infantil nesses lugares.

Segundo o órgão, estudos mostram que o número de crianças e adolescentes que se encontram em situação de exploração pelo trabalho vem crescendo a cada ano, tanto na zona urbana como na rural. A jornada também tem acréscimos significativos, o que alimenta ainda mais a repetência e a evasão escolar.

O conselheiro Luis Augusto Diantoni Farini, conhecido como Guto Conselheiro, conta que a iniciativa surgiu devido as inúmeras denúncias referente à esses casos. Foi elaborado um estudo com mapa deste trabalho, e entregue ao Ministério Público (MP) e a Secretaria Municipal de Assistência Social. Mas devido ao estado de calamidade pública, por conta do covid-19, resolveram se desafiar nesta ação e buscar na sociedade apoio.

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 - Além de estarem correndo risco de vida, a maioria da crianças podem ser assintomáticos e como causa levar o vírus para suas familias - explica ele.

Para o Conselho, os prejuízos imediatos são absurdos: o rendimento escolar cai assustadoramente, o desenvolvimento físico e emocional fica severamente comprometido, deixando marcas que acompanham o individuo por toda sua vida. "É quase impossível o desenvolvimento de um ser saudável e equilibrado emocionalmente quando a etapa mais importante de sua vida foi lhe subtraída de uma forma tão brutal", destacam.

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Há oito famílias somente na avenida Adão Foques, principal via da zona sul de Guaíba. Mas não podem simplesmente tirar eles deste ambiente sem darem alguma alternativa.

O projeto consiste no Conselho atender estas famílias e buscar junto à comunidade a contribuição espontânea, para que possam repassar ajuda alimentícia e de higiene. Como exigência do recebimento do benefício, a família ou responsável se prontificará a não deixar as crianças ou adolescentes novamente venderem ou pedirem nos sinais de trânsito.

 - A família não deixará esta criança se expor a este mau que hoje nos assola - destaca Guto.

Ainda pretendem realizar reunião de sensibilização com pessoas públicas para aderirem ao projeto. Além de fazer discussões e debates sobre o assunto, como sobre que é a Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), o que caracteriza e quais os prejuízos do trabalho infantil.

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