O vereador Tiago Green, do partido Cidadania, foi o candidato a vereador mais votado nas eleições deste ano. Aos 48 anos, Tiago é professor de educação física, foi conselheiro tutelar em dois mandatos, diretor de esporte por quatro anos e é vereador desde 2021. Na primeira eleição conquistou 1.099 votos e nesta 1.619. Em entrevista, ele destacou o trabalho tem tem feito como vereador e o que pretende fazer no próximo mandato.
Sendo o mais votado nesta eleição, como você avalia esse resultado?
O trabalho de vereador é de quatro anos, então o resultado de uma eleição vem do trabalho que a gente fez durante os quatro anos. Acredito que a minha reeleição veio através daquilo que eu venho construindo a vida toda, como o Tiago conselheiro tutelar, como Tiago professor, como o Tiago diretor de esportes e como vereador. Então acredito que votação resulta não somente pelo trabalho como vereador, acreditando numa política com ética e princípios. As pessoas queriam uma política diferente, queria uma política que pudesse trazer um algo de diferente. Acho que eu trouxe um algo diferente.
A gente criou vários projetos. Trabalhamos pela educação. As pessoas julgavam. Como julgavam no esporte, me julgaram agora também, como "se Tiago vai pro esporte, ele vai fazer só futebol". O Tiago atendeu todas as modalidades e quando vim para Câmara acreditaram que eu seria o vereador do esporte, mas não, fizemos um monte de trabalho com a educação, fomos atrás de uma saúde de qualidade, briguei pela infraestrutura e pela cultura. Fui proponente de uma lei de incentivo ao esporte e a cultura, que está em "stand-by".
Fizemos, criamos leis. O vereador tem a função de legislar e fiscalizar. Sou muito tranquilo quanto a isto pois levei processos ao Ministério Público, processo para Tribunal de Contas e cobrei o que tinha que ser cobrado. Fui em todas as ações que tinham dentro do município e pude acompanhar as obras da nossa cidade. Nunca fiz promessa e minhas palavras sempre foi de comprometimento com aquilo que as pessoas desejavam. Tive planejamento dentro das minhas emendas impositivas.
Mas, qual é a sensação de ser o vereador mais votado?
Ser o vereador mais votado traz uma sensação de trabalho executado, é um reconhecimento daquilo que a gente exerceu durante os quatro anos. Ainda reitero que muitos que votaram no Tiago não conhecem o trabalho do Tiago vereador, mas sim como o Tiago conselheiro, o Tiago professor e o Tiago diretor de esportes.
Tudo que as pessoas tinham de expectativa, daquilo que o Tiago poderia ter feito, acredito que cheguei perto e isto fez as pessoas ainda acreditar que o Tiago pode muito mais. As mensagens vem de todos os lados, de forma positiva. Eu defendi servidores, eu defendi professor e eu defendi o que eu pude porque era o meu papel defender o que é de direito. Essa somatória de ações foi o que fez esse resultado.
Foi surpresa ser o mais votado sim. A gente não fez nenhum galeto, a gente não fez nenhum almoço, a gente não comprou nenhum voto. As pessoas dizem que para fazer bastante voto tem que fazer isto, de maneira ilegal, e não fiz nada que fosse ilegal. Eu não acreditava que eu seria o mais votado, todo mundo dizia para mim que estaria entre os primeiros, mas não tinha como ter a certeza em ser o primeiro. É difícil saber quem são as 1.609 pessoas, difícil. Na outra foi 1.099. Tá sempre faltando um voto, na outra faltou o do meu filho que não votou e agora da minha nora, que foi cinco dias antes cursar pós-graduação em Portugal. Mas ela batalhou junto comigo, correu atrás dizendo que iria recuperar esse voto.
Você foi eleito com o vereador Manoel Eletricista, então sendo os únicos eleitos que não fazem parte da base governista. Como vai ser esse trabalho, agora, sendo que diminuiu o número de vereadores da chamada oposição?
Dentro daquilo que estava composto dentro da Câmara de Vereadores, tenhamos dois opositores. Eu e o Manoel. Por cem votos, como fizemos nosso cálculo do quociente eleitoral, talvez não entraria nenhum vereador. Eu e ele já conversamos um pouco mas não falamos sobre isto, até porque presido a primeira reunião de 2025 para que seja feita a eleição da nova mesa diretora e a posse do prefeito.
Provavelmente pode haver somente uma chapa única, porque eu e o Manoel precisamos de quatro para fazer uma chapa para concorrer. Vamos ver nos próximos dias de que forma vamos conduzir isto, pois acreditamos que do outro lado mais de um queira assumir a presidência. Precisamos ver como eles se organizarão para a gente também estar dentro da mesa diretora.
Qual será seu foco no segundo mandato?
As pessoas me perguntavam sobre projetos, qual é o projeto do Tiago. De novo digo que nunca fiz promessa, apenas me comprometi, e tenho trabalho muito em cima da educação, muito em cima da cultura, muito em cima do esporte, para que a gente possar dar condições de estrutura e de funcionabilidade. Nossos conselhos estão abandonados, responsáveis em trabalhar dentro desses eixos.
A gente tem que buscar recursos. Se Deus quiser, vou entregar quatro coberturas de quadra nas escolas. Desde 2012, nenhuma quadra tinha cobertura nas escolas, então se pegarmos toda a região sul nenhuma tem quadra coberta. Exceto o da escola Darcy Berbigier, com recurso que a gente destinou. No Itororó teve desvio de recursos, então vou agora ver o que eles vão fazer para recuperar, e na escola Rio Grande do Sul vai começar agora.
Eu não fiz promessa mas era objetivo meu tentar dar mais qualidade nas escolas. Ajudamos no projeto de sonorização nas escolas, que é obrigatório a partir de 2025. É legal conhecer no Darcy, onde todas as salas conseguem falar individualmente, tem som no pátio, o toque de recreio e intervalo também é com música para minimizar os impactos com a criança autista. Isso é um trabalho que tem estar em todos as escolas para fortalecer a segurança. As escola estaduais também têm que ter atenção porque os alunos são nossos munícipes.
Eu tenho a vontade de seguir fazendo aquilo que venho construindo. Temos que criar mias estruturas. Como diretor de esportes, tem ainda a construção do ginásio da Cohab, o ginásio da Vila Iolanda e o cercamento dos campos que aconteceram. Temos que criarmos espaços para que sejam usados pela população. Na saúde, sou muito em cima dos CAPS, que não tem recursos para nada. É muito limitado. Todos os anos investi R$ 15 mil ou R$ 20 mil para eles desenvolver oficinas para os usuários, sendo uma espaço de reinserção à sociedade. Temos que ter esse olhar. Colamos também recursos da ESF da Ermo, da Alvorada, e também da Colina. Tem bastante coisa. Destinamos R$ 500 mil em três anos para entidades que atendem as crianças e os idosos com projetos de fomento a cultura e o esporte.
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