Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o projeto de lei que autoriza a doação de imóvel em Guaíba à Aeromot, na manhã desta terça-feira (10). Por unanimidade, os deputados estaduais aprovaram a concessão do terreno para a empresa instaurar uma fábrica de aeronaves e de uma pista de 1,8 mil metros de extensão. Por mês, o complexo terá capacidade de produzir dez bimotores (modelo Diamond DA62), realizar a manutenção de 30 aeronaves e fabricar cinco toneladas de peças para aviação.
Em setembro de 2021, o espaço, de aproximadamente 538 hectares, foi cedido pelo Estado à Aeromot para a realização de estudos técnicos para avaliar a viabilidade da construção do empreendimento. A expectativa é que a obra comece já em 2025.
Para o prefeito Marcelo Maranata, este é, sem dúvida, um marco histórico para Guaíba. "Vamos transformar nossa cidade em referência em tecnologia e desenvolvimento. Continuaremos trabalhando incansavelmente para garantir que esse projeto traga resultados concretos para a população e contribua para o progresso do Rio Grande do Sul", afirma.
O PL recebeu uma emenda da deputada Luciana Genro (PSOL), aumentando e estabelecendo prazos para o atendimento das contrapartidas por parte da empresa, mas não chegou a ser votada, em virtude da aprovação de um requerimento, do líder do governo, Frederico Antunes (PP), solicitando preferência para o texto do projeto.
Na tribuna, os deputados Dr. Thiago Duarte (União), Rodrigo Lorenzoni (PL), Guilherme Pasin (PP) e Airton Artus (PDT) manifestaram o voto favorável de suas bancadas e elencaram os benefícios que o empreendimento de alta tecnologia trará ao Rio Grande do Sul, como a instalação de uma montadora de aeronaves. Lembraram também que o projeto, estimado em R$ 3 bilhões, será executado na área que seria cedida à empresa Ford, há quase 30 anos
O petista Miguel Rossetto afirmou que a relação entre a empresa privada e o estado, expressa no projeto, demonstra equilíbrio, por prever uma série de contrapartidas, como o investimento de R$ 200 milhões e a geração de 500 empregos na primeira fase do empreendimento e a conversão da pista de pouso e decolagem privada em pública. O deputado Matheus Gomes (PSOL), por sua vez, cobrou mais transparência do governo, revelando que sua bancada apresentou um pedido de informações sobre pontos que considera nebulosos.
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