Repórter Guaibense

Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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Atividades culturais celebram o Mês da Consciência Negra no Dharma Coletivo

Deputada estadual eleita Laura Sito participou da celebração

Atividades culturais celebram o Mês da Consciência Negra no Dharma Coletivo
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Diversas atividades culturais celebraram o Mês da Consciência Negra na noite do último sábado (19) no espaço Dharma Coletivo, no centro de Guaíba. 

A programação contou com apresentações dos artistas Nego Bigg, Madrugadão, MC Nast e Brenda Rosa, batalha de rimas sobre o tema Consciência Negra, participação do Coletivo Profes e Pretas e da vereadora de Porto Alegre e deputada estadual eleita Laura Sito. Ela destacou que a data de 20 de novembro, que completa 51 anos neste ano, nasceu no Rio Grande do Sul. 

"Reforço isto porque é muito sintomático que vivamos num estado que é profundamente segregado racialmente, um estado que inviabiliza a cultura negra e que quando narra o que é ser gaúcho infelizmente a nossa presença é diminuída. Sendo que nós não só temos proporcionalmente uma presença significativo economicamente e socialmente no estado, como na construção histórica desse estado. O 20 de novembro ter nascido aqui, com o poeta Oliveira Silveira e tantos lutadores e lutadoras do movimento social negro, é extremamente simbólico. Significa a reafirmação de uma luta que é uma luta do Brasil e que fez o 20 de novembro uma data nacional que rememora a maioria negra desse país" afirmou.

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Ela destacou avanços no Brasil na tomada de direitos do povo negro, como a construção de políticas afirmativas nas universidades públicas, mas que infelizmente os indicadores sociais mostram negros e negras pontuando os números mais tristes do país. 

"Vemos que a maiores vítimas de feminicídios do país continuam sendo as mulheres negras, quando falamos da fome vemos que a maiorias das casas que mais sofrem com a fome são casas de famílias negras chefiadas pelas mulheres negras. 60% dos lares com crianças de até 10 anos sofrem algum grau de insegurança alimentar. Quando falamos em combater o racismo estrutural falamos não somente em denunciar situações de racismo, mas de pensar na estrutura da sociedade e como ela se revela para as pessoas em condições diferentes e de cidadania diferente". 

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