O Banco de Alimentos está recolhendo óleos de cozinha usados para a arrecadação de dinheiro à rede que atende mais de 20 entidades beneficentes em Guaíba. A cada um litro de óleo purificado, a cooperativa Sicredi Gerações e a empresa Ecológica destinam R$ 2,50 para a compra de alimentos não perecíveis às comunidades carentes da cidade.
A ação faz parte do projeto Recicle, iniciativa do Sicredi voltado à sustentabilidade. No lançamento do novo espaço Sustentabilidade + Social, no início de abril, foi entregue ao Banco o valor arrecadado com a entrega de óleo por empresas parceiras, um repasse que ocorrerá sistematicamente.
Comumente encontrados na cozinha, os óleos vegetais, minerais ou derivados de gordura animal também estão em lugares em que não deveriam: nas redes de esgoto da cidade. Para se ter uma ideia do estrago gerado por essas substâncias, um único litro de óleo pode contaminar 25 mil litros d’água. A rede de esgoto não foi projetada para receber esse tipo de produto, que pode ser muito prejudicial à tubulação. Muita gente ainda cozinha e joga o óleo na pia, cometendo uma irregularidade.
A substância pode se tornar um dos principais vilões de problemas na rede de esgoto. Quando chega à rede, o óleo se solidifica e faz com que a tubulação fique obstruída, levando ao mau funcionamento das estações de tratamento. “Podemos usar uma analogia com as veias. Quando o óleo é lançado na rede coletora, ele se solidifica e pode causar obstrução ou aderir a outros materiais, podendo causar vazamentos nos canos”, explicou a superintendente de Operação e Tratamento de Esgotos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Ana Maria Mota.
A dica para um descarte correto é colocar o óleo produzido em garrafas pet ou recipientes menores e encaminhar aos postos de coleta. Se você tiver óleo de cozinha usado em casa, já sabe: agora pode deixar no ponto de coleta do Sicredi e ou na sede do Banco (avenida Gomes Jardim, 736, Alegria).
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