Meu nome é Cátia Peck, tenho 51 anos, e aos 37 fui fazer exames de rotina com a minha ginecologista. Durante o exame de toque, não foi encontrado nada de anormal, mas, por minha insistência, pedi para realizar uma mamografia e uma ecografia mamária. Para nossa surpresa, foi detectado um pequeno tumor na mama direita.
A partir daí, começou o tratamento com o mastologista e o oncologista. Fiz todo o tratamento necessário: cirurgia, quimioterapia e, depois, radioterapia. Na metade do tratamento, comecei também um acompanhamento para manter os ovários atrofiados, já que eu estava há quase um ano sem menstruar. Mas, para nossa surpresa, durante a radioterapia, aconteceu um grande milagre: eu descobri uma gravidez de seis meses, completamente inesperada. A partir desse momento, começou uma corrida contra o tempo para saber se estava tudo bem, pois era uma gestação de altíssimo risco tanto para mim quanto para o bebê.
Mais uma vez, fomos surpreendidos positivamente: estava tudo bem, e não havia riscos de o bebê nascer com problemas. Mesmo sem estar completamente curada do câncer de mama, consegui amamentar por um ano e meio, até precisar retomar o tratamento. No fim, tive duas grandes vitórias: venci o câncer e tive uma linda filha, hoje com 12 anos, chamada Vitória Peck Beier.
Essa é um pouco da minha história de superação do câncer de mama, junto com a minha Vitória. Como disse minha equipe médica, essa gravidez foi realmente um milagre — até porque, devido ao tratamento, eu não poderia ter engravidado.
Outras mulheres que desejarem compartilhar suas experiências de tratamento e superação também poderão participar, ajudando a fortalecer a rede de apoio e esperança que o Outubro Rosa representa. Entre em contato conosco.
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