Guaíba tem 42,3% de cobertura vacinal dos grupos prioritários na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe Influenza, segundo dados da Secretara Municipal de Saúde desta terça-feira (23). A campanha começou em 10 de abril e há uma semana ampliou para toda população acima dos 6 meses.
O maior índice do cobertura vacinal entre os grupos são de idosos acima dos 60 anos (46,67%), trabalhadores de saúde (49,04%) e professores (54,37%). A cobertura de crianças de até 6 anos de idade é de somente 22,09%, gestantes 26,52% e puérperas 26,36%. 1,6 mil pessoas fora dos grupos prioritários tomaram a vacina na última semana.
O coordenador da Vigilância em Saúde, Fábio da Costa, avalia que a cobertura vacinal em Guaíba é considerada baixa para haver a redução de casos. "A gente deveria estar acima dos 70% de cobertura vacinal, sendo que o ideal seria acima 90%, então estamos intensificando a campanha para que população busque a sala de vacina", afirma.
A Vigilância em Saúde também trabalha contra a desinformação, devido muitas pessoas estarem disseminando notícias falsas a respeito das vacinas, que expõem a população a um risco desnecessário.
"A título de exemplo, estamos com aumento na quantidade de casos de H1N1 no estado, que realmente no preocupa bastante principalmente porque a vacina cobre também esse vírus. Estão é fundamental que o público procure as salas de vacina. A vacina é segura, não causa nenhum tipo de malefício à saúde da população, então somente vai causar benefício tanto para o indivíduo e tanto para coletividade", frisa Costa.
"A vacina é segura, não causa nenhum tipo de malefício à saúde da população, então somente vai causar benefício tanto para o indivíduo e tanto para coletividade"
Coordenador da Vigilância em Saúde, Fábio da Costa.
O objetivo do Ministério da Saúde é expandir a cobertura vacinal contra a doença antes do inverno, quando as infecções respiratórias tendem a aumentar. A pasta reforçou que a imunização é fundamental porque reduz a carga da doença, sobretudo em pessoas com problemas de saúde e idosos, prevenindo hospitalizações e mortes, além de diminuir a sobrecarga nos serviços de saúde. Até o fim de abril, pelo menos 253 mortes por gripe foram confirmadas no país.
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