Começou nesta quarta-feira (8) o julgamento do motorista que atropelou a empregada doméstica Andréia Barbosa, de 47 anos. Ela foi morta após colidir com o carro em alta velocidade na avenida Poncho Verde, no Jardim dos Lagos, em outubro de 2021. O réu, de 26 anos, é acusado de homicídio doloso na direção de veículo automotor.
Os familiares e amigos da vítima se exaltaram no corredor do quinto andar do Fórum de Guaíba quando o réu acessou a sala de audiência, motivo que a juíza Andreia da Silveira Machado não autorizou a presença dos familiares no interrogatório. A primeira audiência teve depoimento do viúvo Marcelo Benites, de 55 anos, e de demais testemunhas que presenciaram o acidente.
O acusado estava em direção à casa da namorada quando atropelou a vítima, a cerca de 40 metros da escola Zilá Paiva Rodrigues Jardim. Ele diz que não parou com o veículo para prestar socorro, em velocidade compatível com a via (de aproximadamente 30km/h), porque não visualizou Andréia Barbosa sendo arremessada para calçada.
“A gente se solidariza a todos os familiares da vítima. Como falei com o esposo da Andréia, estamos aqui para fazer uma defesa técnica do caso. A defesa na verdade é que ele realmente não tinha visto o que tinha acontecido, ele não voltou ao local naquele momento porque o carro realmente estragou. Essa é a defesa, se tivesse realmente visto o que aconteceu com certeza ele prestaria socorro", diz o advogado Maurício Machado de Almeida.
A promotora de justiça Daniela Fistarol, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, solicitou mais cinco dias de vistas dos autos para averiguar se todas as diligências estão corretas no processo. A pena é de quatro anos de reclusão, podendo ser agravada pelo fato que ele não prestou socorro à vítima em até um terço. O desejo de amigos e familiares é que ele vá à jurí popular.
Uma semana depois do acidente, familiares, amigos e vizinhos da vítima pediam justiça no caso, que a justiça punisse o condutor do veículo com pena máxima, e que a prefeitura municipal instalasse redutores de velocidade na via como forma de prevenir mais acidentes no trânsito. O ato também teve a instalação da borboleta no asfalto da Fundação Thiago Gonzaga, que homenageia vítimas do trânsito

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