Repórter Guaibense

Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

Notícias/Saúde

"É tão grande a emoção": família se recupera do coronavírus e é recebida por vizinhos, no Parque 35

Quatro pessoas ficaram quase um mês lutando pela vida

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Ao som de gaita, a família Bittencourt foi recebida em festa por vizinhos após uma longa luta pela própria vida. O casal Ana Amélia e Ântonio , de 64 e 65 anos, e o genro Alessandro, de 41, chegaram em suas casas neste sábado (25), no Parque 35, após quase  um mês enfrentando dias difíceis contra o coronavírus. A filha do casal e mulher de Alessandro, Ana Paula, de 38, também foi diagnosticada com a doença.

Ana Amélia é responsável pela higienização do Hospital de Clínicas, na Capital. Foi devido ao alto número de pessoas com covid-19 no local, que ela teria também testado positivo. Foi quando começou o chamado "pesadelo" na família Bittencourt.

Diabético, transplantado renal e cego decorrente do diabetes, Ântonio também começou em seguida apresentar sintomas.  Ficou internado durante quatro dias em Porto Alegre e o rim dele deu uma atrapalhada devido o vírus, mas logo recebeu alta. Dias depois teve que voltar a frequentar hospital, o da Unimed (em Guaíba), quando ficou internado ao lado de sua esposa. Os dois lutavam juntos contra a doença, no mesmo quarto.

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A história do covid-19 na família continua. Os sintomas começaram posteriormente na Ana Paula, que teria procurado atendimento em três dias e já apresentava uma infecção pequena no pulmão.

 - Comecei tratamento em casa. Foram dias difíceis, uma impotência, desânimo, tristeza e muita raiva. Enfim, não precisei internar e fui mostrando melhora com os antibióticos - relata.
 
Logo seu esposo positivou também, começou o tratamento com antibiótico. Mas ainda apresentava febre noturnas, foi quando procurou o hospital Unimed e foi constatado infecção em seus dois pulmões e tendo que também ser internado em estado grave.

Essa história teve final feliz neste final de semana. Com até cartazes de "sejam bem-vindos" em sua própria casa, a família pode olhar seus vizinhos, que acompanhavam diariamente o sofrimento da família nesses quase 30 dias enfrentando a doença. 

- Os vizinhos sempre nos pediam notícias, acompanhando nosso sofrimento. Achei por bem avisá-los que eles estavam de alta, foi quando minha cunhada disse que iríamos fazer um cartaz e balão também. Aí com esses vizinhos combinamos de cada um ficar em frente suas casas e ver eles chegando, todos de máscaras sem aglomeração - conta Ana Paula.

Em texto nas redes sociais, Ana Paula disse:

"Com muita alegria quero dividir com vocês a vinda deles para casa. É tão grande a emoção que não sei nem explicar em palavras, só passava na cabeça que eu iria perder pai e mãe juntos. Mas nem quero falar nisso, só quero agradecer pelo carinho, apoio, orações, pensamentos positivos de todos vocês que torceram por nós. Família e amigos não citarei nomes, mas vocês sabem, serei grata eternamente."

 

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