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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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Em Guaíba, senador Lasier Martins critica STF, orçamento secreto e perda da Ford

"Foi uma das notícias mais tristes da minha carreira como jornalista", disse sobre perda da Ford

Em Guaíba, senador Lasier Martins critica STF, orçamento secreto e perda da Ford
Pedro Molnar
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O senador Lasier Martins (Podemos) esteve como convidado na reunião do Rotary Club de Guaíba, no Centro, no início da tarde desta terça-feira (26). Ele apresentou para rotarianos, autoridades e convidados o trabalho realizado nos últimos sete anos como senador de República, em Brasília, e seus posicionamentos referentes a atual conjuntura política do país.

"Eu deixei a comunicação para lutar por mais liberdades sociais e econômicas, que é triste o fenômeno que tem esse Brasil tão grande. É quinta maior população do mundo, um país extremamente rico em recursos naturais mas muito pobre na sua população. No mês de setembro o IBGE publicou uma pesquisa que mostrava que 49% dos brasileiros são pobres ou muito pobres. Por isto sempre procurei combater a fome, a miséria, a pobreza, lutar contra as outras desigualdades sociais e econômicas e contra o abuso do dinheiro público", disse ele, que concorre a reeleição nas eleições que iniciam em agosto.

Para ele, a notícia da perda instalação da fábrica Ford em Guaíba, em 1998, foi uma das mais tristes em sua carreira como jornalista na televisão e no rádio, antes de entrar na política: "Santa Catarina está passando em nossa frente, dentro de dez anos Santa Catarina vai ser mais rica que o Rio Grande do Sul. Talvez não chegue a tanto tempo. Paraná está melhor que nós. Por problema de governo. Nosso problema sempre é pessoal, não estamos tendo uma grande liderança que resolva esses problemas, e agora estamos diante de uma eleição onde nenhum candidato ao governo federal nos anima".

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Ele ainda criticou o orçamento secreto, que destina milhões para emendas parlamentares sem transparência pública, em troca de votação de determinados projetos do governo federal. 

"Eu sou totalmente contra esse avanço do poder legislativo ao orçamento da União, porque entendo que pela divisão dos poderes, pela função do legislativo em produzir boas leis e fiscalizar o executivo, nunca a emenda de relator deve corresponder ao orçamento secreto. Entendo que cabe ao executivo administrar o orçamento e o Judiciário, hoje tão mau representado pelo Supremo Tribunal Federal, se transformou em um poder ideológico e político", afirmou.

Ele ainda destacou os projetos de lei de socorro da metade sul do Rio Grande do Sul, que tem a metade do PIB da região norte do estado, de oferecimento de mamografia pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos e contra o telemarketing abusivo.

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