Repórter Guaibense

Sabado, 02 de Maio de 2026

Notícias/Cidadania

Em quase um mês, voluntárias distribuíram 400 refeições por dia para as vitimas da enchente no Ipê

Cléo Bastos abriu as portas da sua casa para fazer comida para mais de cem famílias que ficaram embaixo d'água

Em quase um mês, voluntárias distribuíram 400 refeições por dia para as vitimas da enchente no Ipê
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Há quase um mês, dezenas de famílias ficaram desabrigadas devido os alagamentos em diversos pontos da Guaíba. Em meio à tragédia, ações de solidariedade ajudaram quem mais precisava. Como o projeto "Mãos que cuidam", da Adriana Bastos, Cléo Bastos e Taissia Sasse, que distribuiu 400 refeições todos os dias até esse sábado (14).

Cléo abriu as portas da sua casa para fazer comida às mais de cem famílias que ficaram embaixo d'água na Rua 3, no bairro Ipê. As três começaram a arrecadar entre os vizinhos: batata, cebola, ingredientes para fazer panelões de sopa, panela de um, panela de outro. Desde o dia 28 de setembro não pararam mais.

"A ajuda foi de voluntários, pedimos para um, para outro, padarias, não tivemos ninguém que nos ajudou diretamente. É a ajuda de pessoas boas que participaram dessas doações, de quatro refeições, porque entre café da manhã, almoço, café da tarde e janta foram quatrocentas ao dia", conta.

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Alguns doaram café, alguém doou pão, bolacha, arroz, o feijão, a massa, e a Taissia criou uma página nas redes sociais para prestar contas sobre os alimentos estavam sendo verdadeiramente servidos a comunidade que mais precisava.

"Tem muito gente que acabei conhecendo no meio da tragédia. A gente começou a conhecer mais a fundo a dificuldade, a dor, a perda, em olhar que as pessoas que saem cedo para trabalhar e reciclar perderam tudo numa enchente. Vimos crianças passando por cima de isopor, as pessoas tentando salvar seu sustento, seus animais, porcos, vacas, galinhas, as crianças tentando carregar seus cachorros filhotinhos. Então começamos a ter uma empatia com o próximo", relata Taissia.

Elas também tem apoio do grupo Vagalumes da Esperança, em que dezenas de voluntários fazem quase 400 marmitas todas as manhãs de sábado para quem mais precisa.

Cléo gostaria de ter uma cozinha fora da sua residência, para fazer lanches e almoços para as crianças do bairro que infelizmente não fazem todas as refeições necessárias do dia. Sábado foram as últimas refeições diárias, numa ação especial alusivo ao Dia das Crianças com cachorro-quente, refrigerante, doces e um lindo bolo de 1,20m. O almoço para comunidade continua aos sábados.

 

 

"Tem muito gente que acabei conhecendo no meio da tragédia. A gente começou a conhecer mais a fundo a dificuldade, a dor, a perda, em olhar que as pessoas que saem cedo para trabalhar e reciclar perderam tudo numa enchente".

Taissia Sasse.

 

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